z-logo
open-access-imgOpen Access
A incongruência do conceito de pessoa alfabetizada da justiça eleitoral com as funções constitucionais dos representantes públicos
Author(s) -
Marilza Ferreira do Nascimento,
Pábula Novais de Oliveira
Publication year - 2018
Publication title -
cadernos de ciências sociais aplicadas
Language(s) - Portuguese
Resource type - Journals
eISSN - 2358-1212
pISSN - 1808-3102
DOI - 10.22481/cssa.v14i24.3257
Subject(s) - humanities , political science , philosophy
Trata este artigo da inelegibilidade dos analfabetos e da incompatibilidade constitucional de se deferir candidatura a analfabetos funcionais. Apresentam-se, inicialmente, alguns aspectos gerais sobre os direitos políticos e o conceito de analfabeto apresentado pela Unesco e pela Pedagogia, o qual é adotado pela Justiça Eleitoral. A seguir, sustenta-se que a interpretação dos Tribunais Eleitorais para o termo analfabeto encontra-se em dissonância com o objetivo constitucional de se estabelecer o analfabetismo como uma das causas de inelegibilidade, em razão de a condição de analfabeto funcional inviabilizar a leitura, a compreensão, a interpretação e a produção dos atos políticos, legislativos e administrativos intrínsecos às atribuições dos representantes do povo, em face da própria Constituição. O estudo parte da análise da Constituição da República, da doutrina, de leis infraconstitucionais e de resoluções e acórdãos do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Conclui-se, ao final, que o interesse público no efetivo exercício do mandato prevalece sobre o interesse individual ao se disputar cargo eleitoral.

The content you want is available to Zendy users.

Already have an account? Click here to sign in.
Having issues? You can contact us here