
O roteiro e suas relações com os modos de produção no cinema brasileiro dos anos 1950: uma análise a partir de quatro estudos de caso
Author(s) -
Natasha Romanzoti
Publication year - 2020
Publication title -
rebeca
Language(s) - Portuguese
Resource type - Journals
ISSN - 2316-9230
DOI - 10.22475/rebeca.v9n1.642
Subject(s) - movie theater , humanities , philosophy , art , sociology , art history
Os anos 1950 foram marcados por uma polarização de ideias no campo cinematográfico brasileiro. As discussões teóricas da década foram diversas vezes contextualizadas na oposição entre um cinema pretensamente industrial versus outro mais artesanal ou independente. O roteiro cinematográfico, por sua vez, se mostrou um ponto importante de separação ideológica entre essas duas vertentes. Enquanto o debate sobre a precisão e utilidade desses termos – cinema industrial e independente - é amplo e ainda não foi esgotado, este artigo pretende analisar como as supostas diferenças (se é que existem) entre estes modos de produção no contexto sociocultural brasileiro dos anos 1950 podem ter influenciado diferentes características da narrativa, como a técnica e o formato do roteiro nacional, bem como aprofundar a discussão até hoje complexa sobre cinema industrial versus independente, a partir de quatro estudos de caso: as análises dos roteiros de O Homem do Sputnik (1959), O Grande Momento (1958), Esquina da Ilusão (1953) e Agulha no Palheiro (1953).