
Cinema e fotografia: as técnicas e suas ambiguidades em Benjamin, Flusser e Agamben
Author(s) -
Sônia Campaner Miguel Ferrari
Publication year - 2019
Publication title -
philia
Language(s) - Portuguese
Resource type - Journals
ISSN - 2596-0911
DOI - 10.22456/2596-0911.92506
Subject(s) - humanities , art , philosophy , movie theater , art history
O objetivo deste artigo é o de apresentar as concepções acerca das técnicas de Walter Benjamin, Vilém Flusser e Giorgio Agamben. No ensaio sobre a obra de arte Benjamin reflete sobre o cinema e as mudanças que a nova técnica introduz não só na concepção e função da arte na modernidade, mas também na percepção. Para ele as mudanças produzem uma reordenação da percepção e introduzem novas formas de sentir e perceber o mundo que correspondem a esse mundo. Portanto não há porque considerar essas mudanças como positivas ou negativas. As reflexões de Flusser são apresentadas a partir de seu Filosofia da caixa preta, em que o autor toma o fenômeno fotográfico para fazer um diagnóstico sobre a sociedade contemporânea, e que será estendido às outras técnicas em O Universo das imagens técnicas. A visão inicialmente pessimista de Flusser é nuançada nesta última obra. Agamben parece encontrar-se no ponto médio entre os dois pensadores ao definir o dispositivo, e o processo de profanação para combatê-lo. Palavras-chave: Técnica. Dispositivo. Aparato. Cinema. Fotografia.