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ZIMBABWE’S PARADOXICAL ‘NEW DISPENSATION’: POLITICAL HARM, ENDEMIC IMPUNITY AND UNENDING SILENCES, 2017-2020
Author(s) -
Terence M. Mashingaidze
Publication year - 2021
Publication title -
brazilian journal of african studies/revista brasileira de estudos africanos
Language(s) - Portuguese
Resource type - Journals
eISSN - 2448-3915
pISSN - 2448-3907
DOI - 10.22456/2448-3923.105138
Subject(s) - politics , political science , humanities , philosophy , law
O presente artigo busca discutir a capacidade e o compromisso do governo pós-Mugabe no Zimbábue com a tarefa de reconciliar os zimbabuenses e curar as feridas históricas do país, assim como seu legado assombroso de violência com motivações políticas. Após a transição de governo assistida pelos militares em novembro de 2017, a retórica do novo presidente Emmerson Mnangagwa, assinalou uma rejeição à violência e à política agressiva do seu antecessor, o presidente de longa data Robert Mugabe. Apesar de ter sido um importante facilitador do Presidente Mugabe desde a luta pela libertação nacional na década de 1970 até a era pós-colonial, o presidente Mnangagwa reapresentou a si mesmo como um político transformador, que queria desescalar as tensões políticas domésticas por meio da paz e de uma maior inclusão na gestão dos assuntos nacionais. Ele também instou seus compatriotas a esquecerem as dores da violência política do passado e seguirem em frente sob o slogan inclusivo de unidade, paz e desenvolvimento. Apesar dessa retórica conciliatória, ainda que pautada pela amnésia histórica, a qual tentou unificar os grupos políticos opositores do país, o governo comandado por Mnangagwa, popularmente conhecido como a “Nova Dispensação”, perpetuou a brutalidade da era Mugabe de violência, sequestros e desaparecimentos forçados de opositores políticos. Assim, o artigo argumenta que a mudança implícita no governo da Nova Dispensação representou um gesto populista, visto que o Zimbábue continuou a promover a impunidade diante das situações de violência instigada pelo Estado contra opositores políticos, situações marcadas pelo silenciamento e pelo negacionismo governamental. 

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