
USO DE PSICOFÁRMACOS ENTRE IDOSOS USUÁRIOS DO SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE E DO PLANO DE SAÚDE SUPLEMENTAR
Author(s) -
Graziela Maria Ferraz de Almeida,
Carlos Alberto Lazarini,
Isabel Cristina Aparecida Stefano,
Elaine Cristina Salzedas Muniz,
Vanessa Cliveralo Bertassi Panes,
María José Sanches Marín
Publication year - 2019
Publication title -
estudos interdisciplinares sobre o envelhecimento
Language(s) - Portuguese
Resource type - Journals
eISSN - 2316-2171
pISSN - 1517-2473
DOI - 10.22456/2316-2171.77276
Subject(s) - medicine , humanities , philosophy
Objetivo: Comparar o uso de psicofármacos entre idosos que utilizam o Sistema Único de Saúde (SUS) e aqueles que utilizam o Plano de Saúde Suplementar (PSS). Método: Estudo quantitativo e retrospectivo realizado a partir de dois bancos de dados sendo: 239 idosos usuários do PSS e 114 usuários da Estratégia Saúde da Família (ESF). As análises estatísticas foram realizadas por meio do software Statistical Package for Social Sciences (SPSS) versão 17.0 para Windows. As análises inferenciais foram realizadas por meio do teste de qui-quadrado de Pearson e a extensão do teste exato de Fisher. Resultados: Entre os usuários do SUS, 53% têm de 60 a 69 anos e 13% mais de 80 anos; entre os usuários do PSS, 37% têm de 60 a 69 anos e 24% mais de 80 anos. Entre os usuários do SUS há maior prevalência de pele negra ou parda, baixa escolaridade e classe socioeconômica mais baixa. Encontrou-se que 68% dos usuários do SUS e 60% daqueles que utilizam o PSS não fazem uso de psicofármacos. Os psicofármacos mais prescritos são os antidepressivos. A amitriptilina, fluoxetina, diazepam, clonazepam e alprazolam, que são fármacos contidos em medicamentos de menor custo, porém, considerados potencialmente inapropriados para idosos, foram prescritos principalmente aos usuários do SUS. Conclusão: Os usuários do SUS e do PSS apresentam características sociodemográficas diferenciadas. Os usuários do SUS utilizam maior quantidade de medicamentos potencialmente inapropriados, enquanto aos usuários do plano de saúde são prescritos medicamentos tecnologicamente mais avançados e com menor possibilidade de desencadear efeitos indesejáveis.