
Por uma teoria do ciberfeminismo hoje: da utopia tecnocientífica à crítica situada do ciberespaço
Author(s) -
Federica Timeto
Publication year - 2019
Publication title -
porto arte
Language(s) - English
Resource type - Journals
eISSN - 2179-8001
pISSN - 0103-7269
DOI - 10.22456/2179-8001.95974
Subject(s) - humanities , utopia , sociology , philosophy , art , art history
A noção de tecnossocialidade desenvolvida no contexto dos estudos sociais de tecnologia (STS), amplamente debatida no âmbito da reflexão tecnofeminista, traz à tona a construção social de gênero e tecnologia, e a necessidade de considerar conjuntamente as tecnologias de gênero e a criação de tecnologias. Este ensaio analisa a contribuição teórica e prática do ciberfeminismo para o debate, analisando as fases utópica e crítica do ciberfeminismo, para se debruçar sobre o encontro entre o ciberfeminismo, o pensamento pós-colonial e o feminismo transcultural. Voltando à raiz política do pensamento de Donna Haraway sobre o conhecimento ciborgue e situado, o ciberfeminismo situado e transcultural recupera a dimensão encarnada das novas tecnologias e utiliza e analisa novas tecnologias de informação e comunicação considerando seus efeitos materiais e simbólicos em relação à dinâmica de produção e consumo, de colocação e mobilidade, para reivindicar uma ação feminista que brota dos contextos e histórias em que o entrelaçamento de corpos e tecnologias faz a diferença.AbstractThe notion of technosociality elaborated in the sphere of Social Studies of Technology (STS), is widely debated within technofeminist thought, and brings to the fore the social construction of gender and technology, and the necessity of considering the conjunctions of technologies of gender and the engendering of technologies. This essay analyses the theoretical and practical contribution of cyberfeminism to the debate, analysing the utopian and critical phases of cyberfeminism to explore the encounter between cyberfeminism, postcolonial thought and transcultural feminism. Returning to the political roots of Donna Haraway's thought on the cyborg and her situated thoughts, a situated and transcultural cyberfeminism recuperates the dimension embodied by new technologies, and adopts and analyses new information and communication technologies through considering material and symbolic effects in relation to the dynamics of production and consumption, of collocation and mobility, to then revindicate feminist action which emerges from those contexts and stories in which the entwining of bodies and technologies creates difference.