z-logo
open-access-imgOpen Access
Oralidade e Cultura: um contador de histórias na sala de aula
Author(s) -
Bianca Farias da Silveira
Publication year - 2013
Publication title -
nau literária
Language(s) - Portuguese
Resource type - Journals
SCImago Journal Rank - 0.1
H-Index - 1
ISSN - 1981-4526
DOI - 10.22456/1981-4526.43402
Subject(s) - humanities , art , philosophy , political science
O presente artigo relata uma experiência vivenciada em uma escola particular do município de Bayeux – PB, onde atuei como professora do ensino fundamental I durante seis anos consecutivos. Nessa trajetória, observei dois fatores que poderiam estar interferindo negativamente no processo de ensino-aprendizagem dos alunos da escola. O primeiro, foi a falta de interesse da maioria dos alunos pelos textos abordados nos livros didáticos, que em boa parte se distanciavam da realidade deles, o que tinha como consequência o “não gostar de ler”. E o segundo fator foi a falta de apreço pela cultura local, expressa em manifestações culturais com representação dos seus vários folguedos populares. Para tentar reverter ou pelo menos amenizar esse quadro, optei por desenvolver o projeto intitulado “Um contador de histórias na sala de aula: repertório e performance” em uma sala do 5° ano, onde exerci a função de professora dessa turma até o término do primeiro bimestre, do ano letivo 2007. Para a continuidade do projeto, depois que sai da escola, atuei apenas como pesquisadora, contei com o envolvimento dos alunos, da professora polivalente da sala, e, em especial, a colaboração do contador de histórias, Seu Zé do pandeiro. A pesquisa teve como objetivo geral demonstrar a viabilidade de inserir um contador tradicional de histórias na sala de aula, tendo em vista que os contos populares oferecem alternativas variadas de trabalho, com possibilidades de ampliar ou criar um repertório de narrativas orais, aumentando a percepção dos alunos para os textos orais que circulavam dentro ou fora do espaço escolar. Para embasar o projeto, sobressaiu-se, entre outros, os pressupostos teóricos de Cascudo (1972), Lima (1984), Ong (1998) e Patrini (2005). Essa experiência foi a mola propulsora para a construção da minha dissertação de mestrado, do curso de Linguística da UFPB (2008), abrindo caminhos para novos estudos na área da oralidade e da cultura popular.

The content you want is available to Zendy users.

Already have an account? Click here to sign in.
Having issues? You can contact us here