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Formação Rosário do Sul
Author(s) -
Natálio Gamermann
Publication year - 1973
Publication title -
pesquisas em geociências
Language(s) - Portuguese
Resource type - Journals
SCImago Journal Rank - 0.187
H-Index - 9
eISSN - 1807-9806
pISSN - 1518-2398
DOI - 10.22456/1807-9806.21859
Subject(s) - humanities , geography , geology , art
Um dos aspectos mais controvertidos na estratigrafia gonduânica da Bacia do Paraná, desde os primórdios de seu desenvolvimento, diz respeito ao limite Permo-Triássico. No Rio Grande do Sul, a maior problemáticas reside na identificação das camadas que se situam entre as Formações Estrada Nova e Botucatu, e que no decorrer dos tempos foram interpretadas de modos diversos, tomando diferentes nomes. As camadas fossilíferas Santa Maria, que ocorrem só e localmente no Rio Grande do Sul, fazem parte deste problema estratigráfico. A introdução da Formação Rosário do Sul na coluna geológica do Rio Grande, além de resolver a questão da pluralidade de nomenclaturas e interpretações sobre uma mesma unidade, uniformiza também o problema litoestratigráfico, com o estabelecimento de secções tipos e a descrição das características das formações limitantes, facilitando deste modo o reconhecimento da Formação Rosário do Sul e suas relações de contato. A Formação Rosário do Sul compreende todas as camadas vermelhas que se situam entre as Formações Estrada Nova e Botucatu, subdividida em duas fácies, sendo uma tipicamente fluvial de planícies de inundação, e a outra lacustre, fossilífera, conhecida sob o nome de Santa Maria, e com ocorrências restritas. A idade é triássica, baseada na fauna fossilífera da fácies Santa Maria. Os contatos, tanto inferior como superior, são transicionais com as Formações Estrada Nova e Botucatu, respectivamente. A Formação Rosário do Sul é genética e temporalmente correlacionável com as camadas Pirambóia, cujas melhores exposições situam-se no Estado de São Paulo. Tendo em vista que Pirambóia possui espessuras bem maiores do que as usualmente descritas, e tendo em vista ainda a sua mapeabilidade, é sugerida uma revisão de nomenclatura, afim de elevá-la à categoria de Formação, dentro do Grupo São Bento.   

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