
Crítica, arte e Bildung no Frühromantik
Author(s) -
Guilherme Foscolo
Publication year - 2001
Publication title -
viso
Language(s) - Portuguese
Resource type - Journals
ISSN - 1981-4062
DOI - 10.22409/1981-4062/v9i/105
Subject(s) - philosophy , humanities
A radicalização da crítica em Friedrich Schlegel parece colocar-nos diante do problema da objetividade da crítica de arte: se o julgamento a respeito da qualidade no âmbito da arte deve ser orientado por uma teoria, os conceitos a fundamentar tal teoria devem ser válidos universalmente. O problema está justamente nesta fundamentação – uma vez que a razão desvelou-se órgão cognitivo insuficiente, fica patente sua incapacidade em submeter todas as obras de arte ao tribunal por ela mesma instituído. Schlegel não parece assumir a partir daí que toda crítica estética seja tão somente – subjetiva. No entanto, uma vez rejeitada a possibilidade de crítica objetiva, ficamos com a seguinte pergunta: que tipo de crítica é ainda possível? O presente artigo pretende-se uma reflexão sobre o exercício de uma crítica que deve transitar, portanto, entre objetividade universal e subjetividade radical.