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Abscessos intracerebrais em pacientes pediátricos
Author(s) -
Ápio Cláudio Martins Antunes,
Marco Antônio Stefani
Publication year - 2017
Publication title -
jornal brasileiro de neurocirurgia
Language(s) - Portuguese
Resource type - Journals
eISSN - 2446-6786
pISSN - 0103-5118
DOI - 10.22290/jbnc.v4i1.89
Subject(s) - medicine , gynecology
Os autores apresentam sua experiência com 35 casos de abscessos intracranianos em pacientes cuja idade variou de 45 dias a 14 anos. Como sintomas iniciais, 68% dos pacientes apresentaram vômitos, 47% cefaléia e 40% hipertermia; o exame neurológico mostrou 51% com déficit motor focal, 46% dos pacientes com sinais de hipertensão intracraniana e/ou irritação meníngea e 44% com alteração do sensório. Quanto ao foco infeccioso primário, predominaram as cardiopatias congênitas (25%) e as otites/mastoidites (23%). A localização foi única em 28 casos e múltipla em sete, com predomínio parietal (nove) e cerebelar (oito). A correlação foco primário/localização mostrou que 50% dos abscessos provocados por otites/mastoidites são cerebelares e 55% dos abscessos provocados por cardiopatias congênitas são parietais; ao inverso, dos abscessos cerebelares, 50% tinham foco otológico; dos temporais, 100% otológico. O germe foi identificado em 57% dos casos, com predomínio do S. aureus (sete), especialmente nos originados a partir de ferimentos penetrantes e piodermites. Além da antibioticoterapia de amplo espectro, com atividade sobre anaeróbios, o tratamento constou de punção única em 13 casos, repetida em nove, punção seguida de ressecçâo da cápsula em seis e ressecção da cápsula em quatro. Três pacientes não foram operados (dois com melhora clínica com antibioticoterapia e um com piora rápida e óbito), sendo indicado o tratamento cirúrgico do foco primário (mastoidectomia, sinusectomia, correção cirúrgica do defeito cardíaco), quando apropriado. A mortalidade foi de 20%, sendo fatores condicionantes o nível de consciência, a existência de cardiopatia congênita e a multiplicidade dos abscessos. A morbidade foi de 28%, com dois casos de hemiparesia em abscessos temporais, amaurose em abscesso frontorbitário e quatro casos de epilepsia especialmente em abscessos parietais, com controle medicamentoso adequado.

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