
Craniofaringioma simulando cisto da bolsa de Rathke
Author(s) -
Eduarda Alves,
Anna Carolina Hostins Welter,
Anna Flávia Campedelli Arcoverde,
Pietra Cani Linzmeier,
João Guilherme Brasil Valim,
Sheila Wayszceyk,
Vinícius Augusto Bazílio da Silva,
Amany Gonçalves Robaina,
Isabella Pacheco Mendonça,
Luisa da Silveira Klöppel,
Danielle de Lara
Publication year - 2021
Publication title -
jornal brasileiro de neurocirurgia
Language(s) - Portuguese
Resource type - Journals
eISSN - 2446-6786
pISSN - 0103-5118
DOI - 10.22290/jbnc.v32i3.1972
Subject(s) - medicine , nocturia , diabetes insipidus , anatomy , urinary system
Introdução: O craniofaringioma (CF) é uma lesão de baixo grau que acomete a região selar e as estruturas neurovasculares adjacentes. Seu diagnóstico diferencial se dá principalmente com os cistos da bolsa de Rathke (CBR), lesões selares raras, normalmente assintomáticas e que se apresentam nos exames de imagem de forma muito semelhante ao CF. Relato de caso: Paciente do sexo masculino, 7 anos, apresentou quadro de déficit dos eixos, corticotrófico, tireotrófico e diabetes insipidus central, associado a hemianopsia bitemporal. A ressonância magnética evidenciou uma lesão expansiva selar cística, sugestiva de CBR. Paciente foi submetido à cirurgia por via endoscópica endonasal e uma biópsia da parede cística confirmou o diagnóstico de CF. Discussão: Os CF são as neoplasias primárias do sistema nervoso central que mais acometem pacientes pediátricos e são classificadas em dois tipos: adamantinomatoso e papilar. As opções terapêuticas são quase sempre cirúrgicas e existem várias vias de acesso que recebem destaque, mas a melhor delas ainda está em discussão. Conclusão: Os CF ainda são um desafio para os neurocirurgiões, devido a sintomatologia discreta. Pelo fato de ser uma lesão rara, é importante que o pediatra e o neurocirurgião estejam atentos para essa possibilidade diagnóstica ao lidar com lesões císticas da região selar.