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Cefaleia em Malformações da Junção Craniovertebral. Análise de 65 casos operados
Author(s) -
Bruna Lisboa do Vale,
Maurus Marques de Almeida Holanda,
Francisco Leite de Almeida Neto,
Danila Barreiro Campos,
Moisés Dantas Cartaxo de Abreu Pereira,
Érico Samuel Gomes Galvão da Trindade
Publication year - 2020
Publication title -
jornal brasileiro de neurocirurgia
Language(s) - Portuguese
Resource type - Journals
eISSN - 2446-6786
pISSN - 0103-5118
DOI - 10.22290/jbnc.v29i2.1739
Subject(s) - medicine , computed tomography , nuclear medicine , radiology
Introdução: As malformações da junção craniovertebral são patologias frequentes no nordeste brasileiro, predominando a impressãobasilar (IB) e a malformação de Chiari (MC), por vezes associadas à siringomielia (SM). Objetivo: Analisar a prevalência, o padrão decefaleia e os fatores associados em 65 casos de IB e MC operados entre os anos de 1994 e 2015. Método: Trata-se de um estudo retrospectivorealizado a partir da análise de prontuários médicos de pacientes diagnosticados com malformações da junção craniovertebral por meiode ressonância magnética e cujo quadro clínico refratário era indicativo de cirurgia. A amostra foi composta por pacientes operadospela mesma equipe neurocirúrgica no município de João Pessoa, Paraíba, Brasil, entre agosto de 1994 e maio de 2015. Tabularam-se osdados relacionados ao padrão e prevalência de cefaleia, além de seus fatores associados. A inserção, processamento e análise dos dadosobtidos foi efetuada por meio do software estatístico Statistical Package for Social Sciences (SPSS) versão 21.0. Resultados: A amostrafinal foi composta por 65 pacientes. Observamos que 29 deles (44,6%) eram portadores de IB e MC, 26 (40%) eram portadores de IB, MCe SM, sete, apenas IB, dois, somente MC e em um paciente a associação de MC e SM. Do total de pacientes, 32 (49,2%) apresentavamcefaleia e 43 (66,1%) dor nucal. Houve presença de braquicefalia em 44 casos (67,7%) e brevis collis em 42 (64,6%). Quando cruzadasas variáveis cefaleia, dor nucal, braquicefalia e brevis collis, observamos presença em 9 pacientes (31%) do grupo que possuía IBe MC, e em 8 (30,8%) do grupo com IB, MC e SM. Conclusão: Diante dos resultados, recomendamos que para todos os pacientesportadores de cefaleia e dor nucal advindos de regiões em que epidemiologicamente as malformações da junção craniovertebral sãofrequentes, excluindo-se cefaleia tensional, sejam levantadas a hipótese diagnóstica de IB ou MC, principalmente quando apresentaremalterações no exame físico, como braquicefalia e brevis collis. Neste estudo, ressaltamos a relevância de se evitar a falha diagnóstica ouo diagnóstico tardio em pacientes sintomáticos, realizando-se tratamento cirúrgico oportuno nos que apresentam sintomas refratários eincapacitantes ou déficit neurológico, prevenindo sequelas permanentes.

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