
Epilepsia Parcial Contínua
Author(s) -
Bruno Toshio Takeshita,
Matheus Pedro Wasem,
André Stavitski Costa de Oliveira,
Guilherme José Agnoletto,
Fábio A. Nascimento,
Pedro André Kowacs,
Henry Koiti Sato,
Murilo S. Meneses
Publication year - 2018
Publication title -
jornal brasileiro de neurocirurgia
Language(s) - Portuguese
Resource type - Journals
eISSN - 2446-6786
pISSN - 0103-5118
DOI - 10.22290/jbnc.v26i1.1305
Subject(s) - status epilepticus , medicine , epilepsy , computed tomography , surgery , psychiatry
Introdução: A Epilepsia parcial contínua (EPC) foi descrita pelo russo Aleksej Yakovlevich Koshevnikov em 1895 e se caracteriza por apresentar crises epilépticas motoras parciais bem localizadas que podem ser associadas a mioclonias no mesmo local. Apresenta duração de horas a anos. Muitas vezes é agravada por estímulos sensoriais e não apresenta generalização para outras partes do corpo. Relato do caso: Paciente masculino com 16 anos. Há 7 anos apresentou episódio de crise convulsiva tônicoclônica generalizada (CCTCG) com liberação esfincteriana. A seguir, passou a apresentar episódios de formigamento de membro superior esquerdo (MSE), evoluindo com contrações da hemiface ipsilateral de forma contínua. O vídeo-eletroencefalograma demonstrou atividade irritativa na região temporal anterior direita com irradiação rolândica direita ativada pela hiperventilação. A ressonância magnética de crânio evidenciou imagem focal hiperintensa em FLAIR, sem impregnação com contraste no giro pré-central a direita, associadas a redução do pico de n-acetilaspartato. Diante da refratariedade da EPC, foi optado por lesionectomia. Anatomopatológico indicando displasia cortical Tipo 1; evoluiu com melhora completa do quadro, sem sequelas. Conclusão: A EPC é um raro tipo de status epilepticus focal. Sua evolução é variável e depende da causa relacionada, sendo imprescindível a investigação da etiologia de base para o tratamento e seguimento efetivo, analisando individualmente cada caso.