
Impacto da hiperglicemia em pacientes vítimas de traumatismo cranioencefálico severo
Author(s) -
Rafaela Nunes Dantas,
Carlos Umberto Pereira
Publication year - 2018
Publication title -
jornal brasileiro de neurocirurgia
Language(s) - Portuguese
Resource type - Journals
eISSN - 2446-6786
pISSN - 0103-5118
DOI - 10.22290/jbnc.v22i1.1505
Subject(s) - medicine , traumatic brain injury , mechanical ventilation , incidence (geometry) , prospective cohort study , injury severity score , anesthesia , poison control , injury prevention , emergency medicine , physics , psychiatry , optics
Introdução: Estudos randomizados sugerem que hiperglicemia está associada a pior desfecho em pacientes críticos, porém seu impacto em vítimas de TCE não está claro. Objetivo: Determinar a relação entre hiperglicemia e prognóstico em vítimas de TCE severo. Pacientes e Métodos: Estudo prospectivo com pacientes vítimas de TCE severo, estratificados em dois grupos segundo a glicemia da admissão (<200mg/dL vs. ≥200mg/dL). O prognóstico foi mensurado através da mortalidade, incidência de infecção, tempos de hospitalização, de ventilação mecânica e em UTI. Resultados: Estudo envolvendo 282 pacientes, com média de idades de 32 ± 15 anos. O gênero masculino foi predominante (92%). A principal causa de TCE severo foi o acidente automobilístico (82%). Os pacientes hiperglicêmicos apresentaram maiores taxas de mortalidade (30% vs. 12%, p<0,001) e de infecção (67% vs. 25%, p<0,001), maiores tempos de hospitalização, de permanência em ventilação mecânica e em UTI. O grupo hiperglicêmico teve risco de mortalidade três vezes maior quando ajustados por idade e índice de gravidade do trauma (ISS). Conclusão:Hiperglicemia precoce é preditor independente de prognóstico em vítimas de TCE severo. São necessários estudos para determinar os níveis críticos de glicose sérica que geram danos e estabelecer metas de tratamento.