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Hematoma epidural espinhal espontâneo
Author(s) -
Ivan de Mello Chemale,
José Ricardo Vanzin,
Arthur Pereira Filho
Publication year - 2018
Publication title -
jbnc - jornal brasileiro de neurocirurgia
Language(s) - Portuguese
Resource type - Journals
eISSN - 2446-6786
pISSN - 0103-5118
DOI - 10.22290/jbnc.v11i3.367
Subject(s) - medicine , nuclear medicine
Os hematomas epidurais espinhais são uma causa rara de disfunção neurológica, estando vários fatores envolvidos na sua etiologia, como trauma, desordens da coagulação, terapia antiplaquetária, malformações arteriovenosas e cirurgia. Os hematomas epidurais espinhais espontâneos (HEEE) representam 0,3% a 0,9% das lesões que ocupam espaço no canal vertebral epidural. Os resultados do tratamento dessa patologia severa dependem fundamentalmente da precisão diagnóstica e do intervalo de tempo entre o início dos sintomas e a descompressão cirúrgica. O HEEE é uma emergência medular rara, com diagnóstico desafiador. Os autores apresentam o relato de dois casos. O primeiro, de uma paciente de 47 anos com quadro clínico de dor forte e súbita interescapular seguida por paraplegia, cujo diagnóstico foi confirmado pela ressonância magnética (RM) da coluna vertebral. A paciente foi tratada com laminectomia descompressiva 36 horas após a instalação da paraplegia, com recuperação funcional completa. O segundo caso, um homem de 60 anos com a mesma sintomatologia dolorosa e paraparesia, com recuperação do déficit neurológico em 10 horas. O tratamento foi conservador, com resolução espontânea confirmada pela RM. Os autores apresentam uma breve revisão da literatura e comentam os aspectos do diagnóstico e do tratamento empregado nessa rara patologia.

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