z-logo
open-access-imgOpen Access
Avaliação toxicológica de efluente de lavanderia hospitalar: toxicidade aguda e crônica com Daphnia magna
Author(s) -
Cristiane Funghetto Fuzinatto
Publication year - 2018
Publication title -
revista intertox de toxicologia risco ambiental e sociedade
Language(s) - Portuguese
Resource type - Journals
ISSN - 1984-3577
DOI - 10.22280/revintervol11ed2.345
Subject(s) - daphnia magna , chemistry , biology , microbiology and biotechnology , toxicity , organic chemistry
A poluição dos recursos hídricos está associada, sobretudo, por lançamentos diretos ou indiretos de despejos industriais e/ ou domésticos que não tem tratamento, ou o tem de forma insuficiente. Com isso, o corpo hídrico sofre alterações biológicas, químicas e físicas devido à elevada concentração de substâncias proveniente do despejo inadequado, contribuindo para agressão aos ecossistemas e a saúde humana. Dessa forma, o presente estudo teve como objetivos avaliar a toxicidade de amostras de efluente hospitalar através de testes de toxicidade aguda e crônica com o microcrustáceo de água doce Daphnia magna e teste de germinação com a semente de alface Lactuca sativa. Além da análise de toxicidade buscou-se a caracterização físico-química e biológica das amostras do efluente hospitalar avaliado. Constatou-se que o efluente hospitalar está sendo liberado para a rede pública com a temperatura, sólidos totais e o pH acima dos valores estabelecidos pela Resolução Conama 430/2011. As amostras analisadas do efluente hospitalar demonstraram que não houve contaminação biológica relevante. O teste agudo com a D. magna indicou potencial tóxico para as amostras. Para a D. magna, a CE50,48h encontrada ficou na faixa de 4,41% a 33,85% para as amostras testadas. O teste crônico com a D. magna apresentou diferenças significativas no parâmetro de longevidade dos organismos. Para o teste de toxicidade com a semente de alface L. sativa, verificou-se para todas as amostras que quanto maior a diluição da amostra do efluente, maior foi o crescimento da plântula. Atualmente o efluente hospitalar não passa por nenhum tratamento antes do despejo final, assim são necessárias adequações conforme os limites estabelecidos pelas legislações Conama 430/2011 e Consema-RS 128/2006 para os parâmetros temperatura, pH e sólidos totais. Os testes de toxicidade realizados com a D. magna e a semente de alface L. sativaapresentaram toxicidade também estando em desacordo com o que estabelece a legislação Consema-RS 128/2006.   

The content you want is available to Zendy users.

Already have an account? Click here to sign in.
Having issues? You can contact us here
Accelerating Research

Address

John Eccles House
Robert Robinson Avenue,
Oxford Science Park, Oxford
OX4 4GP, United Kingdom