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Sertão Planaltino na perspectiva dos lugares, nomes e acontecimentos em um tempo marcado pela presença da nova capital.
Author(s) -
Noé Freire Sandes,
Luiz Ricardo Magalhães
Publication year - 2017
Publication title -
territórios e fronteiras
Language(s) - Portuguese
Resource type - Journals
eISSN - 1984-9036
pISSN - 1519-4183
DOI - 10.22228/rt-f.v10i1.599
Subject(s) - humanities , capital (architecture) , political science , philosophy , geography , archaeology
A história e a memória da construção de Brasília podem ser percebidas de mirantes e tempos diversos. A visão triunfante da obra do presidente Juscelino Kubitschek, na década de 1950, mitigou a visibilidade do sertão planaltino, e de seus habitantes, que em um tempo longo aguardaram a anunciada mudança, antevista ainda no século XIX.  A longa trajetória do mudancismo acompanha o deslocamento de paulistas e boiadeiros em torno de terras e águas de três municípios goianos, Formosa, Planaltina e Luziânia que futuramente foram incorporadas ao Distrito Federal. A mudança da capital para Brasília provocou a supressão da identidade de uma população que permanece à margem da moderna capital incrustrada no sertão goiano.

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