z-logo
open-access-imgOpen Access
O serviço social face às potencialidades e ambiguidades da política social contemporânea: Contributos para a reflexão sobre o contexto português e brasileiro
Author(s) -
Cristina Pinto Albuquerque,
Ana Cristina Brito Arcoverde
Publication year - 2016
Publication title -
búsqueda/búsqueda
Language(s) - Portuguese
Resource type - Journals
eISSN - 2500-5766
pISSN - 0123-9813
DOI - 10.21892/01239813.199
Subject(s) - political science , humanities , philosophy
Na presente comunicação pretendemos evidenciar as potencialidades e paradoxos subjacentes às políticas sociais atuais, emergentes em contextos de aumento da exclusão e de austeridade do Estado Social, bem como os respetivos impactos nas práticas e orientações do Serviço Social português e brasileiro. Para tal, começaremos por referenciar criticamente os grandes princípios da nova geração de políticas sociais, com enfoque nas chamadas políticas de ativação, em Portugal e no Brasil, para, de seguida, refletirmos sobre as readaptações da intervenção social delas decorrentes e os possíveis efeitos que tais readaptações poderão comportar. De hecho, el proceso de reconfiguración de las políticas sociales ha dado lugar, en Portugal y en Brasil –dos países con profundas desigualdades estructurales y los estados de bienestar limitados y tardíos– a una acción pública en el contexto de las políticas sociales, y más personalizadora y activa; una acción (o inacción) que exige nuevas capacidades de los trabajadores sociales. Na verdade, o processo de reconfiguração das políticas sociais tem dado origem, quer em Portugal, quer no Brasil - dois países com desigualdades estruturais profundas e Estados-Providência limitados e tardios - a uma ação pública, no âmbito das políticas sociais, mais personalizante e ativadora; uma ação (ou inação) que apela a novas competências dos profissionais sociais. Deste modo, como argumentaremos, a dimensão teleológica do Serviço Social começa a transformar-se. Cada vez mais o objetivo dos profissionais do social, em determinados contextos, é estar presente para gerir, em permanência, a não integração. Assim, o acompanhamento social pode tornar-se uma sucessão, ininterrupta, de pequenos passos; no limite, uma estratégia de aceitação e de contenção do que existe ou uma forma de psicologização das desigualdades sociais, analisadas doravante sob o ângulo das experiências singulares de desprezo social. Se assim for a intervenção social reduz-se a um papel paliativo e em muitos casos neopaternalista, logo, neutralizador de uma lógica de cidadania social, historicamente conquistada.

The content you want is available to Zendy users.

Already have an account? Click here to sign in.
Having issues? You can contact us here