
Interferência do comportamento sedentário e da prática de atividade física nos indicativos de burnout de estudantes de educação física
Author(s) -
Daniel Vicentini de Oliveira,
Gabriel Lucas Morais Freire,
Jeferson de Jesus Moura Xavier,
Thiago Becegatto Ribeiro,
Helcimary Dalila Alves Pimentel,
José Alípio Garcia Gouvêa,
Leonardo Pestillo de Oliveira,
José Roberto Andrade do Nascimento Júnior
Publication year - 2020
Publication title -
revista ciências em saúde
Language(s) - Portuguese
Resource type - Journals
ISSN - 2236-3785
DOI - 10.21876/rcshci.v10i4.955
Subject(s) - humanities , psychology , philosophy
Objetivo: verificar se o comportamento sedentário e a duração e frequência da prática de atividades físicas interferem nos indicativos de burnout de estudantes universitários de educação física. Métodos: trata-se de um estudo transversal, realizado com 147 acadêmicos de educação física, bacharelado, de ambos os sexos. Foi utilizado uma adaptação para o contexto acadêmico (estudantes) do Cuestionario para la Evaluación del Síndrome de Quemarse por el Trabajo, e o Questionário Internacional de Atividade física (IPAQ – versão curta). Os dados foram analisados pelos testes Kolmogorov-Smirnov e “U” de Mann-Whitney e o nível de significância adotado foi de p < 0,05. Resultados: os estudantes que caminham até 40 min por dia apresentaram maiores sintomas de burnout do que os estudantes com maior tempo de caminhada no dia (p = 0,007). Os estudantes que caminham até 135 min semanais apresentaram maiores indicativos para desenvolvimento de desgaste psíquico do que os que caminham mais de 135 min semanais (p = 0,017). Os estudantes que praticam até 60 min de atividades moderadas por dia apresentaram escore superior aos estudantes que praticam mais de 60 min de atividades moderadas por dia (p = 0,011). Foram encontradas diferenças significativas nas dimensões de indolência (p = 0,011) e culpa (p = 0,023), evidenciando que os estudantes que passam mais tempo sentados apresentaram escore superior em ambas as dimensões de burnout. Conclusão: a duração e frequência da atividade física e o comportamento sedentário interferem nos indicativos de burnout em estudantes de educação física.