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Ecologia urbana: o planejamento e o ambiente alterado das cidades
Author(s) -
Felisberto Cavalheiro,
Luciana Studart Lins de A. Andrade
Publication year - 2017
Publication title -
revista do serviço público
Language(s) - Portuguese
Resource type - Journals
eISSN - 2357-8017
pISSN - 0034-9240
DOI - 10.21874/rsp.v40i4.2152
Subject(s) - humanities , geography , philosophy
O tema ecologia urbana e, na verdade, bastante recente. A tendência sempre foi a de se pesquisar os fatores componentes do complexo paisagem em ambientes naturais, podendo-se mesmo afirmar que pesquisadores das bio e geociências tendem a evitar as cidades, já que elas não se enquadram no esquema idealístico das ciências naturais, pois, no geral, seriam nocivas a vida. Já pesquisadores de ciências humanas evitam relacionar o homem em seu ambiente, pois veem nisso resquícios do determinismo que procura explicar o comportamento do ser humano em função do ambiente em que vive. Somos levados a crer que a lacuna existente em pesquisa, no que se refere aos fatores naturais componentes do ambiente urbano, entre outras razoes, deve-se as hipóteses que relatamos. Urge que essa deficiência comece a ser sanada o quanto antes, já que, segundo prognósticos, 50% da população mundial vivera em cidades com mais de vinte mil habitantes no ano de 1990, enquanto que em 1960 essa relação era de 30% (Recchini, 1969). A situação brasileira não foge a essa tendência, pois segundo dados do IBGE que, na verdade, não diferencia cidades de vinte mil habitantes ou menos, cerca de 61 % dos brasileiros viviam em cidades em 1976, enquanto que em 1960 eram apenas 45%. No caso de estados mais urbanizados como São Paulo, 87,5% da população em 1976 era urbana.

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