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ACESSO PRÉ-AURICULAR TRANSMASSETÉRICO
Author(s) -
Guilherme Veloso Ramos,
Luiza Vale Coelho,
Márcio Bruno Figueiredo Amaral,
Roger Lanes Silveira
Publication year - 2021
Publication title -
rahis. revista de administração hospitalar e inovação em saúde
Language(s) - Portuguese
Resource type - Journals
eISSN - 2177-2754
pISSN - 1983-5205
DOI - 10.21450/rahis.v18i4.7304
Subject(s) - medicine , humanities , philosophy
Introdução: As fraturas candilares representam cerca de 17,5% a 52% de todas as fraturas de mandíbula¹. O tratamento pode variar de redução incruenta à redução aberta e fixação interna². Dentre as várias técnicas propostas para a exposição das fraturas subcondilares, a abordagem retromandibular consiste em uma técnica consagrada e muito utilizada³. Entretanto, essa técnica, como todas as técnicas, pode apresentar algumas limitações e riscos, como de paralisia definitiva do nervo facial e desenvolvimento de fistulas salivares da glândula parótida4. Objetivo: Apresentar uma nova técnica para exposição das fraturas subcondilares. Metodologia: Após a realização dos atendimentos iniciais do trauma e confirmação da necessidade cirúrgica das fraturas subcondilar através do exame clínico e de imagem, oito pacientes foram submetidos a redução aberta e fixação interna. Nestes pacientes, foi realizada a técnica proposta: incisão pré-auricular em pele e subcutâneo, com dissecção através do sistema músculo-aponeurótico superficial; identificação e preservação da cápsula da glândula parótida, que é suavemente retraída; identificação da fáscia e dos ramos terminais do nervo facial, que são afastados e preservados; pequena incisão em fáscia e músculo masseter posterior, com dissecção do mesmo até o periósteo; exposição da região subcondilar, onde se encontra a fratura, com sua redução e fixação; fechamento por planos, preservando a integridade do nervo facial. Resultados: A abordagem pré-auricular com dissecção transmassetérica foi realizada em 8 pacientes com idade média de 34,37 anos. O tempo médio de espera para a intervenção cirúrgica foi de 2,57 dias. Na avaliação pós-operátoria a fistula salivar de baixo débito da glândula parótida foi observada em apenas um paciente (12,5%). Não foi relatado nenhum caso de paralisia definitiva do nervo facial, ocorrendo paralisia transitória com resolução espontânea completa em até 7 dias de pós operatório em 37,5% dos casos. Em 62,5% dos casos, não ocorreu nenhuma paresia no pós operatório imediato. Conclusão: A nova abordagem pré-auricular transmassetérica demonstrou ser uma opção confiável e segura para o acesso das fraturas subcondilares, apresentando baixo risco de lesões, não havendo complicações definitivas. Palavras-chaves: Nova abordagem, fratura de côndilo, trauma

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