
Avaliação de fatores primários e secundários no desenvolvimento da cárie dentária em pacientes infantis: um estudo piloto
Author(s) -
Laura Imbriani Bento,
Yara Teresinha Corrêa SilvaSousa,
Francyenne Maira Castro Gonçalves,
Nayara Gonçalves Emerenciano,
Marcelle Danelon
Publication year - 2021
Publication title -
archives of health investigation
Language(s) - Portuguese
Resource type - Journals
ISSN - 2317-3009
DOI - 10.21270/archi.v10i9.5135
Subject(s) - humanities , medicine , physics , philosophy
A prática de alimentação, além de fatores secundários, recebe destaque na etiologia da Cárie na Primeira Infância (CPI). Essa doença é definida como a presença de uma ou mais superfícies dentárias cariadas, perdidas ou obturadas em crianças com idade inferior a 6 anos, tendo o presente estudo como objetivo avaliar as práticas alimentares na infância, bem como fatores secundários, e sua relação com a cárie dentária de pacientes atendidos na Clínica de Odontopediatria I e II da Universidade de Ribeirão Preto. Inicialmente, este estudo foi submetido ao Comitê de Ética em Pesquisa da UNAERP, o qual foi aprovado, e posteriormente, foi realizada a coleta de dados. Para a avalição, foi aplicado um questionário estruturado abordando alguns itens sobre hábitos da criança e seu responsável: Alimentação; Escovação; Erupção dentária; Dieta; Avaliação comportamental; Presença de lesões cariosas; entre outros. Após os dados serem tabulados e analisados de forma descritiva, foi possível evidenciar que das 34 crianças participantes do estudo, 97% realizaram amamentação natural (peito). A alimentação industrializada iniciou-se em 53% dos participantes entre 1 e 2 anos; 59% escovavam os dentes 3x/dia ou mais, sendo que 35% não recebiam auxílio. 97% utilizavam pasta de dente fluoretada. A maioria (65%) relatou não usar o fio dental; 53% tiveram o nascimento do primeiro dente antes dos 6 meses de idade e 38% entre 6 meses e 1 ano. 59% consomem doces 1x/dia, sendo que 79% nunca foram ao nutricionista. Ao exame clínico, 24% apresentaram lesão de mancha branca (75% ativa). É possível concluir que hábitos nocivos à saúde bucal de crianças pré-escolares podem resultar em consequências negativas para os elementos dentários.