
Glossite migratória benigna em crianças com idade pré-escolar
Author(s) -
Mateus Araújo Andrade,
Ana Beatriz Rodrigues Moura,
Ismael Lima Silva,
Ângelo Luis Duarte Amorim de Moura,
Lívia da Silva Pereira,
Aléxia Araújo Alencar,
Vitória Freitas de Araújo,
William Harvey Machado de Sousa Lacerda Oliveira,
Geovana da Franca Cambuí,
Thiálita Barbosa Cardoso,
Maria Angélica Sátyro Gomes Alves,
Abrahão Alves de Oliveira Filho
Publication year - 2021
Publication title -
archives of health investigation
Language(s) - Portuguese
Resource type - Journals
ISSN - 2317-3009
DOI - 10.21270/archi.v10i5.5036
Subject(s) - humanities , scielo , physics , philosophy , chemistry , medline , biochemistry
A glossite migratória benigna (GMB), também conhecida como língua geográfica (LG) ou eritema migratório (EM), é uma condição benigna comum de etiologia ainda desconhecida, entretanto, acredita-se que fatores psicossomáticos, imunológicos, infecciosos e nutricionais estejam associados. Essa condição acomete exclusivamente a língua, caracterizada por áreas erosivas migratórias, isoladas ou múltiplas. Esse estudo tem como objetivo realizar uma revisão de literatura acerca da existência dessa patologia em crianças com idade pré-escolar, assim como esclarecer seus aspectos fisiopatológicos. Foram analisados artigos científicos selecionados através das plataformas Google Acadêmico, Scientific Electronic Library Online (SCIELO) e Portal Regional da Biblioteca Virtual de Saúde (BVS), no período de 2000 a 2019. A pesquisa nas plataformas se deu através dos descritores MeSH: Glossite migratória benigna; Língua Geográfica; Pré-Escolares; Odontopediatria. Após a análise dos dados encontrados, observou-se que tal condição tem aspecto clínico multiforme, destacando-se a presença de lesões erosivas eritematosas com bordas irregulares, cinzento-esbranquiçada, que lembram os contornos de um mapa geográfico e que, após normalizarem, podem retornar no mesmo local ou em áreas diferentes, o que confere a aparência migratória. Portanto, é uma anomalia benigna que ocorre principalmente na primeira infância, sendo sua morfologia bastante variada e sem evidências significativas que haja predileção ao sexo. O tratamento é inespecífico e adequado aos sintomas.