
DIAGNÓSTICO DA QUALIDADE FISIOLÓGICA DE SEMENTES DE FEIJÃO USADAS POR AGRICULTORES FAMILIARES DA ZONA DA MATA
Author(s) -
Roberto Fontes Araújo,
Fabrício Welington Souza Silva,
Eduardo Fontes Araújo,
Miquéias de Oliveira Assis,
Marcelo Libaneo
Publication year - 2020
Publication title -
revista brasileira de agropecuária sustentável
Language(s) - Portuguese
Resource type - Journals
eISSN - 2236-9724
pISSN - 2178-5317
DOI - 10.21206/rbas.v10i1.8365
Subject(s) - biology , horticulture , humanities , philosophy
Objetivou-se caracterizar e avaliar fisiologicamente as sementes de feijão usadas pelos agricultores familiares da Zona da Mata. Foram aplicados questionários com 74 agricultores e obtidas amostras de sementes para avaliações da germinação e vigor, e comparação com a qualidade fisiológica daquelas produzidas pela EPAMIG. Apenas dois agricultores adquirem sementes comerciais (2,8%). Destes, 43% semeiam feijão vermelho, 28% preferem o feijão tipo carioca, outros 17% priorizam o feijão de coloração preta, enquanto 12% têm preferência por outros tipos. Todos realizam a colheita manualmente; já a debulha realizada manualmente por 20% dos agricultores, 54% fazem por bateção com varas e 26% usam trilhadeira. A secagem é realizada ao sol em terreiro por 80% dos agricultores, ao sol sobre lona preta por 16% e em secador por 4%. O beneficiamento do lote é realizado por catação manual por 20%, por peneiramento e sopragem 62% e 18% com máquina beneficiadora de cereais. O tratamento das sementes é feito por expurgo com gastoxim (18% dos agricultores), com barro de terra de formigueiro (28%), cinza de madeira (5%), casca de laranja moída (3%), folha de eucalipto moída (3%), esterco bovino curtido (6%). O acondicionamento das sementes, em 90% dos casos é feito em embalagens permeáveis, como lata e sacarias, 10% em impermeável, como garrafas pet. O armazenamento é feito em paióis (59%), depósitos de alvenaria (18%), porões (8) e cômodos das casas (15%). Os agricultores não realizam práticas exclusivas para campo de sementes; apenas dois agricultores, esporadicamente, eliminam plantas com sintomas visíveis de doença. Surpreendentemente, 79% dos agricultores produziram sementes com germinação superior a 80%, mínimo exigido por lei para comercialização; também, 70% dos agricultores produziram sementes com germinação que não diferiu das produzidas pela EPAMIG; entretanto, apenas 19% dos agricultores produziram sementes com vigor que não diferiu do vigor das sementes produzidas pela EPAMIG.