
CONDIÇÃO CLÍNICA DA VACA AO PARTO E SUA RELAÇÃO COM A EFICIÊNCIA DA COLOSTRAGEM NO BEZERRO
Author(s) -
Maila Palmeira,
Giovanni de Mendonça Araújo,
K.K. Borstnez,
Augusto Schneider,
Ivan Bianchi,
Fabiana Moreira,
Vanessa Peripolli,
Juahil Martins de Oliveira,
Elizabeth Schwegler
Publication year - 2021
Publication title -
anais da ... mostra nacional de iniciação científica e tecnológica interdisciplinar e ... mostra de pesquisa e extensão do ifc
Language(s) - Portuguese
Resource type - Journals
ISSN - 2316-7165
DOI - 10.21166/micti.v1i1.1933
Subject(s) - microbiology and biotechnology , paraoxonase , zoology , chemistry , physics , gynecology , biology , medicine , endocrinology , oxidative stress
As exigências metabólicas no período de transição em vacas podem levar adeficiências de minerais, como cálcio e magnésio, trazendo consequências na saúdedesses animais e sua prole. A condição clínica da vaca, pode acarretar a decréscimona qualidade do colostro, o que por sua vez se reflete na imunidade do bezerro, jáque as imunoglobulinas advindas do colostro são a única defesa contra possíveismicrorganismos patogênicos. A paraoxonase-1 (PON1) é uma proteína de faseaguda inflamatória negativa capaz de indicar diversas enfermidades e condiçõesestressantes, tanto em animais adultos quanto em recém-nascidos, sendo diminuídaem períodos críticos, como o pós-parto, balanço energético negativo, infecçãobacteriana e má nutrição. Tendo em vista os efeitos negativos da redução deminerais e da PON1, além das diferenças metabólicas entre ordem de parto e raçada vaca, o objetivo do presente estudo foi avaliar a concentração de minerais e dePON-1, relacionadas a condição clínica, a raça e a ordem de parto da vaca, e suainfluência na imunidade do bezerro em animais de baixa produção. O estudo foiconduzido com 16 animais, sendo as vacas e seus respectivos bezerros, quetiveram sangue coletado 24 horas após o parto. Foram feitas análises de cálcio,magnésio, paraoxonase na vaca e no bezerro e ppt no bezerro. Bezerros nascidosde vacas primíparas tiveram maior atividade da enzima paraoxonase (18,60U/mL)quando comparados a bezerros nascidos de multíparas (6,62U/mL). Fêmeas tiverammaior atividade da enzima (15,23U/mL) quando comparadas aos machos(4,08U/mL) (P<0,05). Pode-se concluir que a ordem de parto e o sexo do bezerroinfluencia sua imunidade, sendo relacionado com o desafio metabólico da vaca.