
RELAÇÕES BIOMÉTRICAS DO CAMARÃO DE ÁGUA-DOCE Macrobrachium acanthurus
Author(s) -
Bruna Löeffler,
Marcos Tirone Kruger,
Anderson Wilian Finger,
Fernanda Guimarães de Carvalho,
Artur de Lima Preto
Publication year - 2020
Publication title -
anais da ... mostra nacional de iniciação científica e tecnológica interdisciplinar e ... mostra de pesquisa e extensão do ifc
Language(s) - Portuguese
Resource type - Journals
ISSN - 2316-7165
DOI - 10.21166/micti.v1i1.1583
Subject(s) - biology , humanities , art
A produção mundial de camarões de água-doce atingiu em 2018 o montante de 512.191 toneladas, representando um crescimento de 14,26% em um período de dez anos. A produção brasileira, neste mesmo período, aumentou 50%, alcançando em 2018 a marca de 150 toneladas produzidas. A criação brasileira de camarões de água-doce é reconhecida como potencial alternativa na produção de crustáceos, pois possui importantes vantagens em relação à carcinicultura marinha, tais como independência da água salgada na fase de engorda, a possibilidade de implantação em pequenas propriedades e, consequentemente, seu potencial baixo impacto ambiental. Das 17 espécies brasileiras de camarões de água-doce, apenas três apresentam interesse econômico e alto potencial de cultivo: Macrobrachium acanthurus, Macrobrachium carcinus e Macrobrachium amazonicum. Dada a importância desta atividade no brasil e o potencial de melhora de sua produtividade que novos estudos sobre a biologia deste grupo podem trazer, os objetivos deste estudo foram comparar as relações biométricas entre machos e fêmeas de M. acanthurus e verificar se há ocorrência de dimorfismo sexual que justifique um possível cultivo monossexo. Vinte e oito exemplares machos e setenta e sete exemplares fêmeas de M. acanthurus foram coletados em Garuva (SC) e levados ao Laboratório de Aquicultura do IFC Campus Araquari. De cada exemplar, foram medidos o comprimento do cefalotórax (CCE), o comprimento de abdômen (CAB) e o comprimento do telson (CTE) que, somados, originam o comprimento total (CTT). Foram calculados, para cada sexo, os índices CCE/CAB, CTE/CAB e CAB/CTT. Não foi observado crescimento alométrico em M. acanthurus, independente do sexo. Todavia as fêmeas de M. acanthurus mostraram ter, proporcionalmente, maior tamanho de abdômen quando comparadas aos machos. Porém, para se concluir se é viável economicamente realizar produção monossexo de M. acanthurus, são necessários estudos que avaliem a taxa de conversão alimentar de cada sexo, além das suas taxas de crescimento.