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PRODUÇÃO DE OVOS DO CAMARÃO DE ÁGUA-DOCE Macrobrachium acanthurus
Author(s) -
Marcos Tirone Kruger,
Bruna Löeffler,
Anderson Wilian Finger,
Fernanda Guimarães de Carvalho,
Artur de Lima Preto
Publication year - 2020
Publication title -
anais da ... mostra nacional de iniciação científica e tecnológica interdisciplinar e ... mostra de pesquisa e extensão do ifc
Language(s) - Portuguese
Resource type - Journals
ISSN - 2316-7165
DOI - 10.21166/micti.v1i1.1578
Subject(s) - biology , fishery , macrobrachium , humanities , decapoda , art , crustacean
A produção mundial de camarões de água-doce teve, entre os anos de 2009 e 2018, um crescimento de 14,26%, alcançando no final de 2018 a marca de 512.191 toneladas. O Brasil, neste mesmo intervalo teve um salto de produção de 100 toneladas (em 2009) para 150 toneladas em 2018, que significou um incremento de 50% em sua produção. A criaçãobrasileira de camarões de água-doce apresenta algumas vantagens quando comparada à carcinicultura marinha, como o não-uso de água salgada na fase de engorda, a possibilidade de implantação em pequenas propriedades e, desta forma, seu potencial baixo impacto ambiental. Das espécies brasileiras conhecidas de camarões de água-doce, três apresentaminteresse econômico: Macrobrachium acanthurus, Macrobrachium carcinus e Macrobrachium amazonicum. Diante da importância da carcinicultura de água-doce no brasil e do potencial que novos estudos sobre a biologia deste grupo tem de melhorar de a produtividade desta atividade, os objetivos deste estudo foram determinar se há aumento da produção de ovos de fêmeas de M. acanthurus com a adição de rejeito de pesca a sua alimentação, estabelecer razões entre a produção de ovos e o tamanho das fêmeas e comparar estas razões entre fêmeas submetidas a diferentes manejos alimentares. Setenta e sete exemplares fêmeas de M. acanthurus foram coletadas em Garuva (SC) e levadas ao Laboratório de Aquicultura do IFC Campus Araquari. De cada exemplar, foram aferidos o comprimento total (CTT; em cm) e o peso (P; em g). Após um período de 30 dias de aclimatação, os exemplares foram colocados em gaiolas a uma densidade de estocagem de 10 exemplares.m-3 e submetidos a dois diferentes tratamentos em triplicata: tratamento controle (CTRL) onde os exemplares foram alimentados com ração comercial para engorda de camarão marinho (40% proteína bruta) a uma taxa de arraçoamento de 5% da biomassa total, e o tratamento T1, onde os exemplares foram alimentados com ração comercial para engorda de camarão marinho (40% proteína bruta) a uma taxa de arraçoamento de 5% da biomassa total, acrescido de vísceras de peixe, a uma taxa de 5% da biomassa total em peso úmido de vísceras. As biometrias foram programadas para serem realizadas quinzenalmente até se completar 60 dias de experimento, onde seriam medidos em cada tratamento o CTT e o P, além da realização da retirada de ovos de fêmeas ovígeras, caso ocorressem, para posterior pesagem e contagem dos ovos. Com estas informações, seriam também calculadas o total deovos por grama, em cada fêmea, além de se calcular também a produtividade de ovos por cm de fêmea e por grama de fêmea. Infelizmente, a ocorrência da pandemia permitiu que fosse realizada apenas uma biometria, sem que fosse realizada a contagem dos ovos. Como resultados obtidos, verificou-se que não houve diferenças entre os tratamentos quanto às variáveis sobrevivência, taxa de fêmeas ovígeras, peso médio das fêmeas ou peso médio dos ovos. Todavia, é necessário se fazer a contagem de ovos para se verificar se há diferenças relacionadas à quantidade e ao tamanho dos ovos.

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