
Diversidade genética em caprino Marota e manejo genético para rebanhos de conservação
Author(s) -
J. Oliveira Moura,
José Elivalto Guimarães Campêlo,
Miklos Maximiliano Bajay,
José Lindenberg Rocha Sarmento,
Fábio Barros Britto,
T. M. Leal,
M. S. Costa,
Diego Helcias Cavalcante,
Marcos David Figueiredo de Carvalho,
Adriana Mello de Araújo
Publication year - 2019
Publication title -
archivos de zootecnia
Language(s) - Portuguese
Resource type - Journals
SCImago Journal Rank - 0.232
H-Index - 15
eISSN - 1885-4494
pISSN - 0004-0592
DOI - 10.21071/az.v68i261.3949
Subject(s) - biology , zoology
Objetivou-se avaliar a diversidade genética em rebanhos de caprinos Marota e verificar o impacto do uso de marcadores moleculares no manejo genético em rebanho de conservação. Utilizando-se Chip SNP caprino 50K genotipou-se 76 animais do rebanho de conservação institucional e 10 animais de um rebanho particular. Avaliou-se a dispersão dos animais por Análise de Componentes Principais (PCA) e em dendograma. Simulou-se acasalamentos entre animais que apresentaram maior distância no dendograma e menor coeficiente de consanguinidade (FIS) (Manejo I) para verificar a eficiência desse manejo, em relação à ocorrência de acasalamentos ao acaso (Manejo II). Valores altos de heterozigosidade observada (Ho) e esperada (He) nos animais adultos (Ho=0,372±0,005 e He=0,405±0,007) e nas crias (Ho=0,359±0,012 e He=0,374 ±0,028) e média do FIS igual a 6,4% indicam baixo risco de perda de genes no rebanho institucional. O rebanho particular também apresentou variabilidade genética (Ho=0,374 e He=0,498), porém com maior risco em relação à endogamia (FIS= 22,7%). A PCA indicou semelhança genética entre os rebanhos. A simulação de 10 pares de acasalamentos de cada reprodutor indicou que a média do coeficiente de consanguinidade dos casais formados de acordo com o Manejo I, foi estatisticamente inferior à média dos pares acasalantes formados de acordo com o Manejo II. Concluiu-se que existe variabilidade genética nos rebanhos analisados, porém com indício de consanguinidade; e que em rebanhos pequenos nos quais a reposição é feita com animais do próprio rebanho, a definição de acasalamentos com base em critérios genéticos, é opção para controle de consanguinidade.