
Mastigação simulada e digestão ácido-enzimática de sementes de leguminosas forrageiras tropicais#
Author(s) -
Bruno Borges Deminicis,
Henrique Duarte Vieira,
João Carlos de Carvalho Almeida,
Hernán Vásquez,
S.A.C. Araújo,
J. G. Jardim,
Deise Dalazen Castagnara,
Fábio Teixeira de Pádua,
Alberto Chambela Neto,
Eliane Soares de Lima
Publication year - 2011
Publication title -
archivos de zootecnia
Language(s) - Portuguese
Resource type - Journals
SCImago Journal Rank - 0.232
H-Index - 15
eISSN - 1885-4494
pISSN - 0004-0592
DOI - 10.21071/az.v61i235.2707
Subject(s) - biology , horticulture , chemistry , botany
Este trabalho teve por objetivo verificar o efeito da mastigação simulada em laboratório sobre a sobrevivência de sementes de quatro leguminosas forrageiras tropicais submetidas a diferentes períodos de digestão ácido-enzimática in vitro (cunha, Clitorea ternatea; estilosantes, Stylosanthes capitata/S. macrocephala "Campo Grande"; macrotiloma, Macrotyloma axillare e soja perene, Neonotonia wightii). Foram conduzidos três ensaios: o primeiro, para observar o percentual de sementes destruídas pela mastigação; o segundo, para comparar o comportamento germinativo das sementes após mastigação, escarificação com lixa, mastigação com posterior escarificação com lixa e sementes integras (controle). No terceiro ensaio as sementes foram incubadas a 39°C com ácido clorídrico mais pepsina por: 0, 2, 4, 8, 12 e 24 horas. As percentagens de sementes não destruídas na mastigação (91,5 de macrotiloma; 88,0 de soja perene; 82,1 de cunhã e 81,1 de estilosantes), associadas aos efeitos benéficos da escarificação (verificados pela porcentagem de germinação, 64,7; 60,0; 92,0 e 87,3%), e aos efeitos do tempo de digestão ácida- enzimatica (75% maior quando permanecem 24 horas em HCl + pepsina) permitem observar que as sementes de leguminosas, por possuírem tegumentos duros e impermeáveis, quando submetidas à mastigação e à digestão ácido-enzimática, ainda tem um elevado potencial de resistência e, portanto, susceptível de passar intacta pelo aparelho digestivo dos bovinos, sendo capazes de germinar quando defecadas nas pastagens. Contudo, o estilosantes não deve ser inserido na alimentação de bovinos com este fim, pois não resiste à digestão ácido-enzimática.