Como a redução de algumas doenças cardiovasculares pode afetar a expectativa de vida da população brasileira?
Author(s) -
Raphael Henrique de Oliveira Araújo,
André Renê Barboni,
Danilo R. Silva,
Thayse Natacha Gomes,
Ricardo Aurélio Carvalho Sampaio,
J. Jaime Miranda,
Roberto Jerônimo dos Santos Silva
Publication year - 2021
Publication title -
revista brasileira de estudos de população
Language(s) - Portuguese
Resource type - Journals
SCImago Journal Rank - 0.25
H-Index - 13
eISSN - 1980-5519
pISSN - 0102-3098
DOI - 10.20947/s0102-3098a0174
Subject(s) - medicine
O presente estudo objetiva analisar o impacto das doenças cardiovasculares (DCV) na expectativa de vida (EV) da população brasileira e identificar como a EV seria afetada pela redução hipotética de 5% a 30% e pela eliminação da mortalidade por essas doenças. Trata-se de um estudo de simulação que utiliza dados transversais a nível nacional. A análise foi realizada por meio do modelo de tábuas de vida de múltiplo decremento, considerando reduções na mortalidade por DCV de 5% a 30%, assim como a sua eliminação. Os ganhos potenciais estimados na EV, em anos e porcentagem, por meio da eliminação das doenças isquêmica, hipertensiva e cerebrovascular foram de, respectivamente, para homens e mulheres, 1,44 (2%) e 1,31 (1,7%), 0,51 (0,7%) e 0,75 (1%), 1,28 (1,8%) e 1,62 (2,1%). Os maiores ganhos ocorrem entre os residentes na região Nordeste. Além disso, para a população em geral, os ganhos estimados em EV a partir de uma redução de 5% na mortalidade por DCV, em homens e mulheres, foram de 0,07 (0,1%) e 0,06 (0,08%), para doença isquêmica, 0,02 (0,03%) e 0,04 (0,05%), para doença hipertensiva, e 0,06 (0,08%) e 0,07 (0,09%), para doença cerebrovascular. Já uma redução hipotética de 30% na mortalidade por DCV foi acompanhada de ganhos na EV, para homens e mulheres, de 0,41 (0,6%) e 0,37 (0,5%), para doença isquêmica, 0,15 (0,2%) e 0,22 (0,3%), para doença hipertensiva, e 0,36 (0,5%) e 0,45 (0,6%), para doença cerebrovascular. Assim, mais investimentos e esforços orientados para a prevenção de DCV aumentariam a EV no Brasil, principalmente nas regiões menos desenvolvidas.
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