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Sociobiodiversidade e alimentação escolar: uma experiência no Litoral Norte do Rio Grande do Sul
Author(s) -
Vanessa Magnus Hendler,
Luciana Dias de Oliveira,
Martine Elisabeth Kienzle Hagen,
Andrea Mónica Solans,
Queite Marrone Soares da Silva,
Louise Barbosa Palma,
Vanuska Lima da Silva,
Alessandro de Oliveira Rios,
Larissa Mont’Alverne Jucá Seabra,
Eliziane Nicolodi Francescato Ruiz
Publication year - 2021
Publication title -
interações
Language(s) - Portuguese
Resource type - Journals
eISSN - 1984-042X
pISSN - 1518-7012
DOI - 10.20435/inter.v22i3.3217
Subject(s) - humanities , philosophy
O Programa Nacional de Alimentação Escolar é uma das mais importantes políticas de Segurança Alimentar e Nutricional no Brasil, viabilizando a oferta de uma alimentação saudável e adequada a todos os estudantes matriculados na rede pública da educação básica e criando mercados para agricultores familiares. Nesse sentido, partindo do entendimento de que a inserção de alimentos que dialoguem com a sustentabilidade e a cultura alimentar na alimentação escolar poderiam desencadear diversos efeitos positivos no contexto local, este artigo busca relatar as ações iniciais de um projeto maior, desenvolvido no município de Mostardas, que perpassa pela temática da alimentação escolar e da sociobiodiversidade, descrevendo as apreensões sobre o valor sociocultural e nutricional de alimentos da sociobiodiversidade, bem como o papel da escola e da alimentação escolar para a comunidade local. Para tal, esta etapa da pesquisa compreendeu duas fases: a primeira consistiu em um momento de interação com os atores locais, no qual se apreenderam histórias, significados e saberes sobre receitas à base de alimentos da sociobiodiversidade, como o feijão-sopinha e o milho-catete; e a segunda abrangeu a realização da análise de composição química centesimal e de fibras dos referidos alimentos. A partir dos relatos dos participantes, pôde-se compreender o valor sociocultural de alimentos e preparações que remontam a sua cultura e a sua história de vida, assim como a importância, conferida pela comunidade à escola e à alimentação escolar, no que tange à formação dos hábitos alimentares dos alunos. Para além das apreensões no plano simbólico, a caracterização química revelou o potencial nutricional do feijão-sopinha e do milho-catete, os quais se mostraram nutricionalmente superiores quando comparados a outros feijões e milho de consumo habitual dos brasileiros.

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