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Aborto espontâneo: aspectos emocionais de mulheres atendidas na enfermaria de ginecologia do CAISM
Author(s) -
Olivia Josane Barreto de Almeida Pereira,
Barbara Freschi Zanata,
Ágata Zanatta Urbano
Publication year - 2016
Publication title -
sínteses
Language(s) - Portuguese
Resource type - Journals
ISSN - 2525-5398
DOI - 10.20396/sinteses.v0i6.8872
Subject(s) - philosophy , humanities , gynecology , medicine
A gravidez tem um significado único para cada mulher. Este sofre influência do momento que ela vive e se a gravidez foi planejada ou não. Quando a gestação não é planejada a mulher pode organizar-se ou não para receber o bebe que vai nascer. Com a perda desta, pode sentir-se culpada chegando a uma sensação de fracasso pessoal. O aborto pode ser provocado, quando um pensamento se torna uma ação realizada para que a gravidez não chegue a termo e, espontâneo quando há a perda do feto, sem uma ação voluntária. Nos atendimentos na enfermaria de Ginecologia do Hospital da Mulher Prof. Dr. José Aristodemo Pinotti – CAISM se tem como objetivo principal fazer com que as mulheres se fortaleçam psicologicamente para lidar com a perda da gestação. A equipe é composta por uma psicóloga supervisora e duas psicólogas aprimorandas. Pacientes que internam por ameaça ou abortamento em curso são acompanhadas pela equipe durante e depois da internação. Percebe-se que pacientes que planejaram a gravidez e/ou com histórico de perdas, apresentam frustração, fragilidade e desestrutura do ego, sendo frequente relatos de culpa. Há mulheres que descobrem a gravidez quando o aborto está em curso ou então quando não desejam ser mãe neste momento e apresentam estabilidade emocional quando descobrem o aborto. Portanto, o acolhimento à mulher neste momento delicado é de fundamental importância, pois durante a internação é possível trabalhar alguns aspectos relacionados à culpa e acompanhar como ela lida com esta situação.

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