z-logo
open-access-imgOpen Access
Die autonomie des übersetzers – desconstruindo os pressupostos metafísicos de estudos tradicionais da tradução
Author(s) -
Rafael Guimarães Tavares da Silva
Publication year - 2018
Publication title -
remate de males
Language(s) - Portuguese
Resource type - Journals
eISSN - 2316-5758
pISSN - 0103-183X
DOI - 10.20396/remate.v38i2.8651771
Subject(s) - humanities , philosophy
Tomando como pilares de nossa argumentação alguns pontos fundamentais da teoria linguística de base pós-estruturalista (a partir de Jacques Derrida, Geoffrey Bennington e suas tradutoras para o português), o presente artigo busca questionar algumas “verdades” tradicionalmente aceitas na teoria e na prática da tradução (mesmo entre autores radicais, como Walter Benjamin e Henri Meschonnic, por exemplo). Criticando certas noções de “originalidade”, “literalidade”, “fidelidade” e outras afins àquilo que Derrida chamaria de uma “metafísica da presença”, empreendemos demonstrar de forma convincente a autonomia que é prerrogativa de todo tradutor, mesmo quando explicitamente a recusa. Não se trata, portanto, de uma tentativa de reivindicar maior autonomia para o ato de traduzir, mas de constatar uma situação de fato: todo tradutor é autor do texto que concebe. Nesse sentido, todo texto – quer ele seja “original”, quer ele seja uma tradução – é dotado de uma originalidade que o autoriza a ser traduzido subsequentemente (e de modo indefinido). Essa conclusão contraria um dos axiomas fundamentais do texto “Die Aufgabe des Übersetzers” (tradicionalmente traduzido como “A tarefa do tradutor” e que serve de prefácio às traduções de Benjamin aos “Tableaux parisiens” [Quadros parisienses] de Charles Baudelaire), qual seja, o de que uma tradução não pode ser novamente traduzida. Nossa argumentação culmina justamente na tradução do poema “Der Schwan”, de Benjamin, proposto como tradução do poema “Le cygne”, de Baudelaire: sugerindo que todo tradutor é autor do texto da tradução e entra, por isso, num jogo de assinaturas e contra-assinaturas, acreditamos demonstrar a originalidade do poema de Benjamin ao vertê-lo por sua vez ao português, abrindo assim todo um novo campo de investigações para a teoria e prática da tradução.

The content you want is available to Zendy users.

Already have an account? Click here to sign in.
Having issues? You can contact us here
Accelerating Research

Address

John Eccles House
Robert Robinson Avenue,
Oxford Science Park, Oxford
OX4 4GP, United Kingdom