
Instituições e Políticas Moldando o Desenvolvimento Industrial: uma nota introdutória
Author(s) -
Mario Cimoli,
Giovanni Dosi,
Richard R. Nelson,
Joseph E. Stiglitz
Publication year - 2009
Publication title -
revista brasileira de inovação
Language(s) - Portuguese
Resource type - Journals
eISSN - 2178-2822
pISSN - 1677-2504
DOI - 10.20396/rbi.v6i1.8648941
Subject(s) - political science , humanities , philosophy
Neste trabalho, elaborado como introdução às contribuições da força-tarefa sobre Políticas Industriais e Desenvolvimento, Iniciativa para o Diálogo sobre Políticas (Columbia University, Nova York), discutimos o papel das instituições e políticas no processo de desenvolvimento. Iniciamos argumentando sobre o quanto a terminologia das “falhas de mercado” pode ser enganosa para avaliar a necessidade de políticas públicas por fazer essa avaliação com base num padrão de medida que é raramente observado em qualquer mercado. Muito mais próximos da evidência empírica, nós argumentamos que mesmo quando o mercado prevalece como forma de governança de interações econômicas, estas se encontram entranhadas numa rica malha de instituições não-mercado. Isto se aplica de modo geral e particularmente à produção e uso de informação e conhecimento tecnológico. Neste trabalho nos baseamos nesse entranhamento institucional fundamental de processos de aprendizado tecnológico, tanto em países desenvolvidos quanto em países que buscam alcançar a fronteira tecnológica (catching-up), e tentamos identificar alguns ingredientes robustos de políticas que têm historicamente acompanhado a co-evolução de capacitações tecnológicas, formas de organização das empresas, e mecanismos de incentivos. Todas as experiências bem-sucedidas de catching-up e, às vezes, superação dos líderes econômicos prevalecentes – a começar pelos Estados Unidos em relação à Grã-Bretanha – envolveram “construção institucional” e medidas de políticas que afetam a imitação tecnológica, a organização de indústrias, padrões de comércio internacional, e direitos de propriedade intelectual. Argumentamos que isto certamente se aplica hoje também, mesmo no contexto de uma economia mundial “globalizada”.