
Entre representación y representantes
Author(s) -
Juan Carlos Rey González
Publication year - 2020
Publication title -
maloca
Language(s) - Portuguese
Resource type - Journals
ISSN - 2675-3111
DOI - 10.20396/maloca.v2i.13393
Subject(s) - humanities , political science , philosophy
Na Venezuela, depois da chegada ao poder da Revolução Bolivariana (1998), foi elaborado um novo texto constitucional (1999) em que, por primeira vez, foram reconhecidos os povos indígenas como sujeitos com direitos específicos. Este artigo revisará as principais ações do Estado em matéria indígena durante a primeira década da Revolução Bolivariana (1998-2008) com o fim de discutir o modo em que elas configuraram a representação oficial do indígena, bem como a forma em que se definiram as políticas orientadas à participação política desses grupos. A partir desta revisão, será possível apreciar que o Estado venezuelano criou um aparato institucional para que a tomada de decisões com respeito às populações indígenas não estivesse exclusivamente em suas mãos. Apesar de que esta estrutura própria supusesse uma participação cada vez maior, a partir de 2007 esta tendência se reverteu, dando lugar a um enfoque vertical orientado pela conformação do socialismo do século XXI. Assim, a participação dos povos indígenas venezuelanos na atividade do Estado foi condicionada pela evolução do projeto político revolucionário.