
DIFICULDADES ENFRENTADAS NO COTIDIANO DE TRABALHO EM COOPERATIVAS DE TRIAGEM DE MATERIAL RECICLÁVEL
Author(s) -
Pamela Lais Cabral Silva,
Mateus Torres Nazari,
Juliana Carriconde Hernandes,
Luciara Bilhalva Côrrea,
Érico Kunde Corrêa
Publication year - 2018
Publication title -
revista gestão and sustentabilidade ambiental
Language(s) - Portuguese
Resource type - Journals
ISSN - 2238-8753
DOI - 10.19177/rgsa.v7e22018355-369
Subject(s) - humanities , political science , philosophy
A disposição inadequada de resíduos e rejeitos pode acarretar na contaminação do ar, solo e água. Além disso, pode ocasionar a proliferação de vetores de doenças. A fim de gerenciar os resíduos sólidos urbanos (RSU) e minimizar os efeitos negativos provenientes da sua má disposição, em agosto de 2010, foi instituída a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS). Essa Lei também proporciona avanço social, ao propor que as cooperativas ou associações de catadores de material reciclável participem do gerenciamento dos resíduos sólidos, no qual o papel destas cooperativas é revalorizar os resíduos, de forma a obter renda. Apesar da PNRS vigorar desde 2010, há diversos obstáculos para que o cumprimento desta Lei seja efetivo. Para que a gestão de resíduos seja eficiente, é fundamental que haja capacidade de organização e cooperação entre todos os atores que participam do ciclo de vida do resíduo. Com base nos aspectos socioeconômicos dos catadores, na necessidade de fomentar a participação destes trabalhadores, no espaço democrático de aprendizagem e na informalidade, foi definida a roda de conversa como método de condução do trabalho, priorizando a participação dos cooperados, de modo a refletir e discutir a temática escolhida com as experiências desses trabalhadores. Através da quantificação das citações nas rodas de conversa, foi possível constatar que o recebimento de resíduos indevidos é o principal problema enfrentado pelos catadores. Diante disso, recomenda-se ao Poder Público, a elaboração de programas e campanhas eficientes de educação ambiental para a comunidade, tanto no âmbito formal, como no não formal, visando a mudança de atitude e comprometimento com o meio ambiente de todos os atores que atuam na gestão de resíduos sólidos.