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Os caminhos da liberdade na literatura de Jean-Paul Sartre
Author(s) -
Thiago Henrique de Camargo Abrahão
Publication year - 2016
Publication title -
revista do sell
Language(s) - Portuguese
Resource type - Journals
ISSN - 1983-3873
DOI - 10.18554/rs.v5i4.1224
Subject(s) - humanities , philosophy , art
No século XX, a humanidade assistiu à derrocada traumática da razão. Com a ascensão de regimes totalitários, assistiu-se a uma crise moral que perturbou as fronteiras da liberdade — e os limites da arte, o que levou artistas e intelectuais, dentre os quais Jean-Paul Sartre, a repensarem seu papel na sociedade. Como filósofo, Sartre concebeu um pensamento sobre a existência marcado pela liberdade enquanto constituinte fundamental do homem; como teórico da literatura, defendeu o engajamento como elemento fundamental para a afirmação da liberdade, apelando para que o leitor participasse da criação dos romances; como escritor, publicou contos e romances nos quais a filosofia da existência e a problematização da liberdade se encontram ao longo dos planos temático e formal das narrativas: contextualizando-as ao longo de situações-limite, a ideia de “liberdade” se encontra nos elementos composicionais das histórias e nos dilemas das personagens, livres da onisciência narratorial — o que requisita o leitor para a criação de hipóteses a respeito do que pensam (a partir de como agem) as consciências semilúcidas que interagem no universo romanesco. Nota-se, pois, uma relação entre a liberdade e a literatura (e sua recíproca influência) que objetivamos investigar.

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