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O Cristo de Hans Holbein na Composição Interna da Obra O idiota de Dostoiévski
Author(s) -
Priscila Rodrigues Von Glehn
Publication year - 2014
Publication title -
revista do sell
Language(s) - Portuguese
Resource type - Journals
ISSN - 1983-3873
DOI - 10.18554/rs.v4i1.533
Subject(s) - humanities , art , romance , philosophy , literature
Um Cristo morto que traz em todo seu semblante a dor e o sofrimento, um cadáver rígido que traz as marcas do tormento e da putrefação. Um Cristo homem despido de sua divindade. Foi este Cristo que tanto impressionou Dostoiévski. E foi retratado em um de seus romances mais íntimo e pessoal em que há um entrelaçamento de todas as suas convicções e apresenta em sua tessitura o ideal de perfeição e beleza. A partir do estudo do romance O idiota (1868) de Fiódor Mikhailovitch Dostoiévski e do quadro Cristo Morto na Tumba (1521) do pintor alemão renascentista Hans Holbein, o jovem, este trabalho analisa o ponto de vista interno na estrutura composicional do romance levando em consideração a semiótica russa dos teóricos B.A. Uspênski e Iuri M. Lotman. Este trabalho procura demonstrar como a influência do quadro no autor pessoa é elaborada pelo autor criador (conforme definidos por Mikhail Bakhtin) no romance. O trabalho procura, nesse sentido, demonstrar a influência do quadro no autor pessoa na criação da obra O idiota. Por meio da fala de seus personagens (príncipe Míchkin, Rogójin e Ipóllit) exteriorizam-se os sentimentos que emergiram em Dostoiévski quando pela primeira vez viu o quadro Cristo morto na Tumba.   Palavras-chave: Dostoiévski; semiótica; Holbein; Cristo

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