O filho bastardo: o vampirismo em João Cardoso de Menezes e Souza
Author(s) -
Letícia Rodrigues
Publication year - 2018
Publication title -
moara – revista eletrônica do programa de pós-graduação em letras issn 0104-0944
Language(s) - Portuguese
Resource type - Journals
eISSN - 2358-0658
pISSN - 0104-0944
DOI - 10.18542/moara.v2i48.3521
Subject(s) - humanities , art , romance , philosophy , literature
Cid Vale Ferreira (2002) afirma que o vampiro é o fruto bastardo da mescla incestuosa de Amor e Morte. Nesse sentido, encontramos no romance em forma de poema “Octavio e Branca ou A Maldicção Materna”, de João Cardoso de Menezes e Souza, um exemplar dessa união. João Cardoso (1827-1915) apresenta uma tônica gótica em suas obras e um timbre tétrico que repercute na dicção de Álvares de Azevedo entre outros. É um dos poucos poetas brasileiros do Romantismo a trabalhar o tema do vampirismo em voga na então produção artística europeia. Seu poema “Octavio e Branca ou A Maldicção Materna” é, provavelmente, a primeira obra sobre vampiros da literatura brasileira. Assim, propomos um estudo da figura vampírica no poema, no sentido de compreender, por meio da hermenêutica simbólica, como esse personagem mitológico se torna filho das divindades Amor e Morte, apoiando-nos em teóricos que se detiveram no estudo do vampiro.
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