
Eça e machado: do realismo naturalista ao realismo carnavalizado
Author(s) -
Sérgio Schaefer
Publication year - 2014
Publication title -
moara
Language(s) - Portuguese
Resource type - Journals
eISSN - 2358-0658
pISSN - 0104-0944
DOI - 10.18542/moara.v0i41.1962
Subject(s) - humanities , art , philosophy
Eça de Queirós, ao tomar o modelo realista-naturalista como referência para escrever seus dois romances – O crime do padre Amaro e O primo Basílio – tende a desfigurar a verdade moral dos fatos e, com isso, a enfraquecer a dimensão propriamente artística da obra literária e dos personagens. Machado de Assis, em Memórias póstumas de Brás Cubas, ao usar o recurso carnavalizante do “defunto autor”, recupera a figuração da verdade moral que deve estar presente na obra através das ações dos personagens e recobre o esqueleto realista de musculatura estética. Apesar das diferenças literárias entre os dois romancistas, é possível perceber que ambos contestam as aparências sociais. Por isso, é preciso reler com olhos críticos a crítica de Machado feita a Eça. PALAVRAS-CHAVE: Realismo naturalista; realismo carnavalizado; figuração moral e artística; Eça de Queirós; Machado de Assis.