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Conhecimentos tradicionais kaingang nas terras indígenas jamã tÿ tãnh/estrela, pó nãnh mág e ka mág/farroupilha, rio grande do sul/brasil: permanências e (re)significações no fio do tempo
Author(s) -
Marina Invernizzi,
Juciane Beatriz Sehn da Silva,
Luís Fernando da Silva Laroque
Publication year - 2018
Publication title -
hendu – revista latino-americana de direitos humanos
Language(s) - Portuguese
Resource type - Journals
ISSN - 2236-6334
DOI - 10.18542/hendu.v7i1.6018
Subject(s) - humanities , physics , philosophy
Os Kaingang são uma etnia indígena do tronco linguístico Jê, estão localizados tradicionalmente no centro sul do Brasil Meridional e somam aproximadamente 38 mil indivíduos. Os espaços de investigação são a Terra Indígena Jamã Tÿ Tãnh, situada na cidade de Estrela/RS e as Terras Indígenas Pó Nãnh Mág e Ka Mág, ambas localizadas na cidade de Farroupilha/RS. O objetivo é apresentar alguns conhecimentos tradicionais perpetuados e/ou (re)significados pelos Kaingang das Terras Indígenas Jamã Tÿ Tãnh, Pó Nãnh Mág e Ka Mág em contextos urbanos. A metodologia consiste em um estudo qualitativo e descritivo. Os procedimentos metodológicos são revisão bibliográfica sobre os Kaingang, levantamento e análise de fontes documentais encontradas no Ministério Público Federal de Lajeado e de Caxias do Sul. Nas Terras Indígenas mencionadas foram realizadas pesquisa de campo, posteriores escritas de diários de campo, registros fotográficos e entrevistas com os indígenas baseadas na metodologia de História Oral. Os dados pesquisados foram analisados com base em teóricos da cultura, etnicidade, cosmologia e interculturalidade onde, por exemplo, a nominação das Terras Indígenas relaciona-se a ordem simbólica Kaingang. Jamã Tÿ Tãnh significa “os coqueiros que vivem ali”, Pó Nãnh Mág significa “morros e montanhas próximos de nós” e Ka Mág “árvore grande que está aqui”. Existe também, entre outros aspectos, a prática da reciprocidade intra e interaldeã, a organização sociopolítica, permanência de conhecimentos de etnobotânica e a pedagogia do afeto a terra que, portanto devem ser respeitados como direitos humanos e a ancestralidade indígena.

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