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Adaptação e intermedialidade: reflexões sobre Macbeth, a ópera coro de Giuseppe Verdi
Author(s) -
Anna Stegh Camati
Publication year - 2019
Publication title -
revista da anpoll
Language(s) - Portuguese
Resource type - Journals
eISSN - 1982-7830
pISSN - 1414-7564
DOI - 10.18309/anp.v1i50.1318
Subject(s) - art , humanities , philosophy , art history
A ópera, uma forma de teatro musical, é a arte da adaptação por excelência, constituída pela integração e fusão de múltiplas linguagens artísticas. A presente pesquisa objetiva refletir sobre a ópera Macbeth (1847-1865), de Giuseppe Verdi (1813-1901), baseada no texto homônimo (1605) de Shakespeare (1564-1616), à luz de perspectivas teóricas de Linda e Michael Hutcheon (2011; 2017), Lars Elleström (2017); Hans Ulrich Gumbrecht (2011) e outras. Assim como Richard Wagner (1813-1883), Verdi foi um dos primeiros compositores preocupados com os aspectos dramáticos e cênicos de suas óperas. São atribuídas a ele diversas inovações, entre elas a formulação do manual da mise-en-scène e a criação de ambiência ou Stimmung. Em relaçãoà ópera Macbeth, Verdi destacou o papel das bruxas por meio de um coro feminino de trinta vozes por acreditar que elas são o elemento propulsor do drama. No início do quarto ato, introduziu o coro dos exilados escoceses com o intuito de expressar seus próprios anseios de liberdade em relação ao movimento de unificação da Itália. As diversas especificidades da ópera verdiana serão discutidas enquanto modelo textual (libreto), composição musical (partitura) e performance dramática (concretização cênica).

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