
ESPIRITUALIDADE E VIDA SIMBÓLICA
Author(s) -
José Benedito de Almeida Júnior
Publication year - 2019
Publication title -
caminhos
Language(s) - English
Resource type - Journals
eISSN - 1983-778X
pISSN - 1678-3034
DOI - 10.18224/cam.v17i1.6781
Subject(s) - humanities , unconscious mind , spirituality , philosophy , id, ego and super ego , the symbolic , sociology , psychology , epistemology , psychoanalysis , medicine , alternative medicine , pathology
Este trabalho tem por objetivo analisar o conceito de “vida simbólica” de Carl Gustav Jung e associá-lo à noção de espiritualidade. Para Jung, o homem moderno vive uma crise espiritual decorrente da perda de sua capacidade de reagir ao numinoso e às forças do inconsciente. A vida simbólica é expressa por meio de rituais religiosos que permitem o fluxo energético gerado pelas pressões comuns do cotidiano. Portanto, a vida simbólica é expressa por meio de símbolos das religiões, ou seja, pelas suas formas de espiritualidade presentes nos ritos coletivos ou privados. Dessa forma, quanto mais rica em símbolos maior é a capacidade de uma religião permitir o equilíbrio das relações entre o ego e o self, bem como, entre a pessoa e a vida comum. Por outro lado, quanto maior a racionalização da religião e a concepção materialista de vida, menos intensa é a vida simbólica e menor a capacidade de reagir às pulsões do inconsciente e das pressões da vida. Nesse sentido, como último recurso, o homem moderno apega-se às formas de espiritualidade superficiais como a literatura de autoajuda, aos hobbies etc.
SPIRITUALITY AND SYMBOLIC LIFE
This work aims to analyze the concept of ‘symbolic life’ of Carl Gustav Jung and associate it with the notion of spirituality. For Jung, modern man experiences a spiritual crisis due to the loss of his ability to react to the numinous and the forces of the unconscious. The symbolic life expressed through religious rituals that allow the energetic flow generated by the pressures of life on the conscience and the unconscious, in other words, expressed through symbols of religions, this is, by their forms of spirituality present in collective or private rites. In this way, as richer in symbols, the greater will be the capacity of religion to balance the relationship between ego and self, as well as between the person and the ordinary life. On the other hand, the greater the rationalization of religion and the materialistic conception of life, the less intense is the symbolic life and the less the ability to react to the drives of the unconscious and the pressures of life. In this sense, as a last resort, modern man clings to superficial forms of spirituality such as self-help literature, hobbies, and so on.