z-logo
open-access-imgOpen Access
Ressignificações do coro trágico na conteporaneidade: uma releitura dos cantos fúnebres da antiguidade à luz de Ismail Kadaré e Walter Salles
Author(s) -
Ana Maria César Pompeu,
Beatriz Furtado Alencar Lima
Publication year - 2009
Publication title -
aletria
Language(s) - Portuguese
Resource type - Journals
eISSN - 2317-2096
pISSN - 1679-3749
DOI - 10.17851/2317-2096.19.4.25-37
Subject(s) - art , humanities
O coro trágico presente nas tragédias gregas e já prefigurado em algumas passagens da Ilíada não se restringe às encenações dos poetas trágicos da Antiguidade, nem tampouco ao solo da antiga Grécia. Seus cantos emitem ressonâncias que se fazem sentir até hoje, por meio de ressignificações, em gêneros artísticos diversos da contemporaneidade. O ressoar desses cantos pode ser percebido – no trabalho que ora apresentaremos – nas obras dos artistas Ismail Kadaré e Walter Salles, respectivamente, escritor albanês e cineasta brasileiro os quais recriam e recontextualizam em suas obras a presença do coro trágico por meio das figuras das carpideiras albanesas e da rezadeiras nordestinas. Ismail Kadaré revive em sua tragédia albanesa, Abril despedaçado, o coro trágico, bem como os cantos fúnebres enunciados por mulheres que choravam profissionalmente nos solos da Grécia e dos Bálcãs; Walter Salles, por sua vez, ao traduzir para o cinema a obra homônima do escritor albanês recria as carpideiras albanesas por meio das rezadeiras nordestinas tendo como base o coro das tragédias gregas. É o coro trágico, pois, que volta à cena ressignificado à luz das culturas albanesa e brasileira.

The content you want is available to Zendy users.

Already have an account? Click here to sign in.
Having issues? You can contact us here