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<i>A praga escarlate</i> e o vírus da linguagem
Author(s) -
André Carvalho
Publication year - 2021
Publication title -
em tese
Language(s) - Portuguese
Resource type - Journals
eISSN - 1982-0739
pISSN - 1415-594X
DOI - 10.17851/1982-0739.26.3.14-37
Subject(s) - humanities , philosophy , art
: Este artigo discute A praga escarlate (The Scarlet Plague), novela publicada em 1912 pelo escritor estadunidense Jack London. A obra detalha um futuro alternativo em que o planeta foi devastado por uma pandemia e a população restante vive em condições próximas à barbárie. A obra é examinada em relação a teorias de contágio e é interpretada como uma instância exemplar das transformações intelectuais e políticas da chamada Era Progressista. Detalhamos como teorias da microbiologia e da epidemiologia influenciaram conceitos nascentes de multidão e cultura, particularmente em teorias nascentes de sociologia e comunicação. Argumentamos que a novela pode ser lida como uma reflexão sobre as atitudes e as ambivalências de uma classe de intelectuais reformistas da época, que buscava encontrar métodos e linguagens originais para representar a nova realidade social dos centros urbanos industrializados na passagem para o século XX.

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