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Apocalipse, distopia e utopia em <i>Oryx e Crake</i>, de Margaret Atwood
Author(s) -
Pedro Fortunato,
Ildney Cavalcanti
Publication year - 2019
Publication title -
em tese
Language(s) - Portuguese
Resource type - Journals
eISSN - 1982-0739
pISSN - 1415-594X
DOI - 10.17851/1982-0739.24.2.42-59
Subject(s) - utopia , humanities , comics , romance , art , oryx , philosophy , art history , literature , paleontology , biology
Neste artigo analisamos o romance Oryx e Crake (2003), da escritora canadense Margaret Atwood para demonstrar as relações entre apocalipse, distopia e utopia nesta obra. Utilizando como aporte teórico os estudos críticos da utopia e da distopia (CLAEYS, 2013, 2017; KUMAR, 2013; MOYLAN, 1986, 2003) e, também, a teorização de Elizabeth K. Rosen (2008) sobre o apocalipse em narrativas não religiosas da literatura contemporânea, argumentamos que Atwood consegue substituir o agente divino presente nos apocalipses religiosos por um agente humano, uma das personagens do romance, o cientista Crake, preservando, ainda assim, os temas mais básicos desse tipo de narrativa, que são o julgamento, a destruição e a renovação. Além disso, demonstramos como esse apocalipse gera na obra um cenário pós-apocalíptico em que utopia e distopia se entrelaçam através do contraste entre a personagem protagonista do romance e os seres humanoides criados pelo cientista Crake para substituir a humanidade dizimada.

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