z-logo
open-access-imgOpen Access
O murmurante evocador do passado: A Montanha Mágica e o romance de formação após a Primeira Guerra Mundial
Author(s) -
Pedro Spínola Pereira Caldas
Publication year - 2014
Publication title -
história da historiografia international journal of theory and history of historiography
Language(s) - Portuguese
Resource type - Journals
SCImago Journal Rank - 0.207
H-Index - 5
ISSN - 1983-9928
DOI - 10.15848/hh.v0i16.802
Subject(s) - romance , philosophy , humanities , art , literature
Este artigo busca compreender como A montanha mágica (1924), romance de Thomas Mann (1875-1955), é uma elaboração diante do desafio imposto pela Primeira Guerra Mundial à literatura, mais precisamente como seria possível, com a crise inaugurada com o conflito, escrever um romance de formação. A literatura especializada já discute há algum tempo sobre a caracterização e definição de A montanha mágica como romance de formação, e, frequentemente, quando se decide pela identificação do romance com este gênero específico de romance, a obra de Mann é classificada como paródia. Meu objetivo consiste em mostrar como a paródia é somente uma das compreensões de tempo presentes no romance. Tentarei, portanto, mostrar como, além de uma relação paródica com o passado, podemos perceber, sobretudo com o auxílio do estudo de cartas, diárias e ensaios de Thomas Mann produzidos entre 1914 e 1924, como o passado pode ser superado, mas, sobretudo, angustiado. Assim, procura-se, neste estudo, compreender, a partir de A montanha mágica, a angústia como uma forma pela qual o passado escapa de ser superado ou manipulado pela paródia. Ele também pode surpreender e nos afetar, suspendendo tentativas de controle e uso. 

The content you want is available to Zendy users.

Already have an account? Click here to sign in.
Having issues? You can contact us here
Accelerating Research

Address

John Eccles House
Robert Robinson Avenue,
Oxford Science Park, Oxford
OX4 4GP, United Kingdom