
Desafios de uma educação plurilinguística em um país que se diz monolíngue: um estudo de caso
Author(s) -
Cristiane Horst,
Marcelo Jacó Krug
Publication year - 2020
Publication title -
linguagem and ensino/linguagem and ensino
Language(s) - Portuguese
Resource type - Journals
eISSN - 1983-2400
pISSN - 1415-1928
DOI - 10.15210/rle.v23i4.18946
Subject(s) - philosophy , humanities
Apresentamos, no presente artigo, uma discussão acerca do ser bilíngue desde a infância e dos desafios encontrados, que precisam ser enfrentados e superados, para que a família não desista do seu propósito, principalmente, quando se trata de uma língua de imigração (Deitsch/Deutsch) e o alemão (padrão) em contato com a língua portuguesa. Trazemos uma discussão teórica baseada nas características do bilíngue a partir de Mackey (1972), King e Mackey (2007) e Grosjean (2010) e nos tipos de bilinguismo infantil de Romaine (1995). Dentre os desafios que podem ser encontrados numa educação plurilinguística (BROCH, 2014), destacamos três: i) o mito de que crianças, que aprendem mais de uma língua precocemente, terão dificuldades na escola; ii) o preconceito linguístico, fruto de educação centrada na crença da necessidade de uma homogeneidade linguística e iii) a falta de uma política linguística sensível ao plurilinguismo, tanto de línguas minoritárias, quanto de línguas chamadas “modernas”.