TECNOLOGIA E AMBIENTE: AS ESCOLHAS TÉCNICAS E SEUS EFEITOS “SOCIAIS”
Author(s) -
Camila Dellagnese Prates
Publication year - 2015
Publication title -
novos rumos sociológicos
Language(s) - Portuguese
Resource type - Journals
eISSN - 2318-3721
pISSN - 2318-1966
DOI - 10.15210/norus.v3i4.6899
Subject(s) - humanities , physics , political science , art
Este trabalho está amparado nas incursões teóricas da Sociologia da Ciência e da Tecnologia e visa problematizar as transformações ambientais e os efeitos “sociais” que resultam da inserção de um artefato tecnocientífico em dada localidade. O empírico delimitado (os estudos altimétricos que delimitam a cota 100) faz parte de um universo mais amplo que compreende a construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte (UHEBM) situada nas proximidades de Altamira, Pará. Neste trabalho, reforça-se o papel de atores externos (pesquisadores universitários e procuradores) à construção da usina enquanto agenciadores da controvérsia tecnocientífica que envolve o cálculo da cota 100, responsável por delimitar a quantidade de pessoas afetadas e indenizadas na cidade de Altamira. A hipótese norteadora do trabalho considera que os consultores responsáveis pelos “estudos oficiais” estipulam o cálculo da cota com um grau menor de certeza, ampliando a margem de riscos ambientais na região. Nesse sentido, busca-se explorar os argumentos e a rede de sustentação que defendem a cota 100, mobilizados pelo empreendedor, a Norte Energia, e também os contraargumentos, e a rede de sustentação agenciada pelo Ministério Público Federal (MPF). A controvérsia é considerada como pano de fundo para evidenciar o modo como os conhecimentos aplicados na usina são justificados e legitimados como modificadores do ambiente e problematiza as implicações da aceitação desse conhecimento. Este trabalho contribui para pensar sobre a atuação do MPF como um ator que formata uma controvérsia tecnocientífica, a mantém aberta e promove diferenciações na compreensão das modificações tecnocientíficas no ambiente. Teoricamente, este estudo está amparado nas provocações epistêmicas e metodológicas da Teoria do Ator-Rede (TAR) de Bruno Latour, Michel Callon e Annemarie Mol. A pesquisa empírica que sustenta a discussão foi realizada entre Março e Maio de 2014 em Altamira, Pará.Palavras-Chaves: Controvérsia; Tecnociência; Usina Hidrelétrica Belo Monte.
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