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O RAP autóctone no Brasil e no Quebec. Brô MC’s e Samian: “Inclassificáveis”.
Author(s) -
Volnei José Righi
Publication year - 2017
Publication title -
interfaces brasil/canadá
Language(s) - Portuguese
Resource type - Journals
eISSN - 1984-5677
pISSN - 1519-0994
DOI - 10.15210/interfaces.v17i3.12598
Subject(s) - humanities , art , sociology , political science
Desde a década de 1980, o RAP é utilizado por comunidades periféricas e excluídas como canais de manifestação artística e cultural, bem como de questionamento social, de resistência e de enfrentamento aos poderes instituídos pelo mundo capitalista. Neste artigo, propomos uma aproximação entre o RAP produzido por índios brasileiros, representantes da etnia Kaiowá-Guarani, "Brô MC's", do Estado do Mato Grosso do Sul, que misturam a língua portuguesa com o Guarani para denunciar sua situação de miséria e de confinamento. O rapper mestiço Samian (Samuel Tremblay), por sua vez, originário da comunidade de Pikogan, utiliza a língua francesa e o "algonguin" para produzir seu trabalho artístico, de protesto e de denúncia. Em ambos os casos, o RAP coloca em evidência as disputas de terra e o apagamento da cultura indígena, bem como da própria vida do índio. O RAP se ocupa em ser o enunciador que dá voz para as populações indígenas e coloca em evidência os conflitos sociais e culturais entre a vida cotidiana dos grandes centros urbanos do Brasil e do Quebec e as realidades das comunidades autóctones

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